Os aterros sanitários de Franca e de outras 19 cidades da região, que compõem a UGRHI (Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos) Sapucaí-Grande, estão entre os melhores do interior de São Paulo quando o assunto é acondicionamento do lixo. A região ocupa o segundo melhor índice (83,9%) de “lixões” adequados conforme mostram os dados do Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Domiciliares de 2007, divulgado pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).
A UGRHI Sapucaí-Grande só perde no interior do Estado de São Paulo para a URGHI Baixo-Pardo-Grande, que tem 95,8% dos aterros considerados adequados, compreendendo municípios como Morro Agudo, Orlândia, Bebedouro, Barretos, Colômbia e Viradouro. Em todo o Estado, são 22 unidades de gerenciamento.
Na região, Franca, que produz em média de 199 toneladas de lixo por dia, tem o terceiro melhor resultado da UGRHI, atrás somente de Itirapuã e Patrocínio Paulista. De todos os 20 municípios da Sapucaí-Grande, Pedregulho é a única cujo aterro sanitário foi considerado inadequado. O índice ficou abaixo dos 6,1. O levantamento divulgado pela Cetesb avalia os aterros por meio de notas de zero a dez. A média da região de Franca foi 8.
O relatório também mostra que nos últimos sete anos houve aumento na quantidade de lixo cuja destinação é considerada satisfatória. Em 2000, dos 22 municípios somente seis tinham o aterro classificado como adequado. No último ano, esse número passou para 13. Um crescimento de 116%. No caso de Franca, o índice de qualidade saltou nesse intervalo de 6,2 para 9,2.
Davi Faleiros, engenheiro da Cetesb, disse que a melhora na qualidade dos aterros da região se deve a uma série de fatores. “Houve uma mudança de mentalidade. Os prefeitos estão mais conscientes, preocupados com a questão ambiental”.
Faleiros ainda lembrou que o papel de fiscalização da Cetesb também contribuiu. “Intensificamos nossa ação de controle, de fiscalização, para o convencimento daqueles que não estavam tratando esses resíduos de forma adequada”, disse.
No caso do aterro de Pedregulho, o engenheiro afirmou ter autuado a administração e espera que as mudanças ocorram no prazo e nas condições previstas. O aterro sanitário de Pedregulho recebe 4,7 toneladas de lixo por dia. “A nossa bacia está entre as melhores do Estado de São Paulo, o aterro sanitário de Pedregulho é o único com resultado negativo. É um lixão mal operado que precisa ser mudado imediatamente”, explicou Faleiros.
Para Ismar Tavares, secretário do Meio Ambiente de Franca, o avanço no índice de qualidade do aterro da cidade se deve ao trabalho contínuo da administração pública. “Estamos conseguindo alcançar um bom resultado ano a ano. O aterro inaugurado em 2005 está em sua quarta célula de armazenamento de resíduos e a preocupação com a qualidade é diária. Fiscalizamos de perto para que possamos estar sempre dentro das normas técnicas”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.