A Polícia Civil de Franca anunciou, ontem, que vai promover alterações na composição das delegacias e no sistema de funcionamento do seu Cinpol (Centro de Inteligência da Polícia Civil). As mudanças vão causar maior impacto na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que será enxugada e terá a metade de seu quadro alterado. A instituição informou que o objetivo é fortalecer os distritos policiais e tornar o trabalho mais eficiente.
As medidas foram anunciadas 26 dias após o investigador Nilson Ruela, da DIG, ter sido preso acusado de exigir propinas de camelôs para não apreender CDs piratas. “Eu não vou dizer que este fato (a prisão) não tenha me feito pensar na necessidade de alterar a unidade e o nosso sistema atual de trabalho.
Influenciou, sim, e me fez pensar na necessidade de estudar os policiais, seus afazeres, sua vocação e o tempo que cada um está na unidade. Teve influência, mas não foi aquilo que levou a toda esta alteração”, disse o delegado seccional, Maury de Camargo Segui. “Se houvesse desconfiança, pediria a remoção deles”, completou.
O pacote de mudanças contempla alterações em praticamente todas as delegacias, apenas o 4º DP e a DDM não vão ter, a princípio, policiais removidos. Tida como a especializada mais importante da cidade e com a atribuição de investigar crimes de autoria desconhecida, como assassinatos e roubos, a DIG, formada por 24 policiais, trabalhará com menos gente. Pelo menos oito investigadores serão transferidos. “A equipe continua existindo, mas com mudança parcial em seus membros”, disse o seccional.
Chefe da equipe há sete anos, o delegado Wanir José da Silveira Júnior pediu transferência e assumirá a assistência de Maury de Camargo na Seccional. Também será o responsável pelo Cinpol. Seu lugar será ocupado por Adolfo Domingos da Silva Júnior, que estava na assistência e respondia por delegacias da região. Adjunto de Wanir na DIG, Eduardo Lopes Bonfim, reforçará os quadros da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes). “Estava ocorrendo uma concentração grande de ocorrências na DIG. A unidade trabalhará mais enxuta para atender os crimes contra a vida.
Pretendemos fazer uma experiência fortalecendo os distritos. A população terá um maior número de policiais nas delegacias mais próximas de suas casas. Acredito que será um ganho”, avalia Maury de Camargo.
Márcio Garcia Murari seguirá no comando da equipe de homicídios da DIG, que será remodelada. Os demais policiais que vão sair e os que vão ocupar suas vagas, bem como os que serão deslocados entre outras delegacias, não tiveram os nomes divulgados. A publicação deve ser feita na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do Estado.
Uma das apostas do delegado seccional para melhorar o combate ao crime é o fortalecimento do Centro de Inteligência da Polícia Civil. “O Cinpol vai trabalhar com a tecnologia que já temos e ganhará três investigadores exclusivos para analisar criminosos e casos relevantes em toda a região. Será um ganho no esclarecimento de ocorrências e na prisão de bandidos”.
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