Você olhou e gostou. A partir daí teve início uma verdadeira maratona: troca de olhares, aparições repentinas no ambiente em que ele(a) estava, encontros casuais nada ao acaso, o melhor perfume, a melhor roupa. Ufa!
Enfim a aproximação e, depois de muito jeitinho, torpedos, scraps, telefonemas e até orações: encontro marcado. Para que o tão esperado momento não seja um desastre, algumas atitudes que podem parecer bobas às vezes são cruciais para levar o romance para o ralo antes mesmo de ele chegar, de fato, a existir.
Papos chatos sobre brigas e fofocas entre amigos, conversas que envolvam a situação financeira do casal logo de cara ou ainda uma gargalhada que de tão espalhafatosa chega a ser assustadora podem pôr tudo a perder. No entanto, entre as temáticas proibidas, estão os assuntos referentes aos “ex” cheios de detalhes minuciosos das relações. “Não tem nem o que se discutir. Isso dá errado mesmo. Já caí na bobeira de tocar no nome do meu ex e tudo acabou no mesmo dia”, afirmou a estudante Semíramis Christina Campos, de 20 anos, mais uma vítima do clássico erro.
Sair-se bem em um encontro também exige uma boa dose de “feeling”, dada a subjetividade das relações. Nas primeiras conversas, o mesmo tema que pode ser divertido e interessante para alguns, pode ser ao mesmo tempo intimista demais e abusivo para outros. “Não que a ‘mina’ tenha que se parecer com uma freira, mas chegar contando suas aventuras sexuais já é demais, assusta”, disse Raul Assumpção, 17, estudante do ensino médio.
Assim, a combinação de frases ditas na hora errada, no lugar errado e para a pessoa errada pode ser desastrosa. Aparentemente, nenhum problema em dizer que não suporta mais a própria família, que teve o azar de não ser filha única e que morar sozinha certamente é a melhor coisa do mundo. O problema é se a “rebelde” teoria for apresentada para um garoto que acabou de perder um irmão tragicamente em um acidente. “Ninguém acredita, mas aconteceu isso comigo na praia. Conheci um carinha durante o dia e marcamos para sair.
à noite. Antes de eu sair, briguei pela milésima vez na semana com o meu irmão e logo de cara fui falando que ‘feliz é quem não tem irmão’”, afirmou a universitária batataense Taís Pereira Cruz, 22.
Ao ouvir, em seguida, o momento difícil pelo qual o garoto estava passando, não precisa dizer que o lugar mais perto que Taís queria se esconder era em alto-mar. Sem clima para mais nada e com um sorriso sem graça no rosto a noite toda, o segundo encontro não rolou.
Para o publicitário Juliano Miranda Leite, 23, o que mais irrita é o que ele chama de marketing pessoal. “Percebemos com o tempo quem é inteligente de verdade, a pessoa não precisa ficar falando. Uma vez saí com uma menina que me ‘tirou’ o tempo inteiro. Ela sabia tudo sobre tudo. Não tem nada mais irritante”, afirmou Leite.
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