Região ‘engorda’ e ganha quase 40 mil habitantes


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NOVOS HABITANTES - As mães Naiara Prates, Willanis Silva, Rosita Santos e Elza Maria dos Santos cuidam de seus filhos recém-nascidos Beatriz, Maria Clara, Keilane e Aguinaldo, na maternidade da Santa Casa, ontem. Os bebês ajudam a engr
NOVOS HABITANTES - As mães Naiara Prates, Willanis Silva, Rosita Santos e Elza Maria dos Santos cuidam de seus filhos recém-nascidos Beatriz, Maria Clara, Keilane e Aguinaldo, na maternidade da Santa Casa, ontem. Os bebês ajudam a engr
A região de Franca ganhou, nos últimos sete anos, um volume de população equivalente às cidades de Patrocínio Paulista, Pedregulho, Itirapuã e Claraval juntas. Os dados são da contagem populacional realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado no último dia 30. De acordo com os dados, a população de 11 cidades passou de 404.607, contabilizada pelo Censo 2000, para 441.846, um aumento de 9,20%. O índice foi pouco maior do que o registrado no país, que ficou em 8,35%. Em números absolutos, a cidade que mais cresceu na região foi, obviamente, Franca, que recebeu 31.357 novos moradores no período. Já em percentual, o município que mais cresceu foi Restinga, que viu sua população saltar de 5.584 habitantes para 6.350. Apenas Claraval apresentou uma pequena queda entre seus moradores, embora a prefeitura aponte que houve uma recontagem (veja apoio). A infra-estrutura da cidade é o principal ponto que fez com que Restinga recebesse mais moradores, aponta o prefeito Amarildo Nascimento (PMDB). “Isso é um crescimento significativo, que caracteriza que o município tem uma boa qualidade de vida. As pessoas procuram uma cidade menor, mais tranqüila para morar”. Apesar de não ter números concretos, Amarildo considera que este crescimento foi resultado de processos migratórios e não vegetativos. “A maioria foi de migração. Nós não temos números, até porque é difícil de consegui-los, mas acredito que a maioria dos novos moradores veio de outras cidades por causa do baixo índice de criminalidade”. O professor e economista do Ipes (Instituto de Pesquisa Econômica e Social) da Uni-Facef, Hélio Braga Filho, não acredita que este crescimento, não só de Restinga mas de toda região, tenha sido resultado de migração. “Não houve nenhum processo na economia da região que fizesse com que tenha havido uma vinda de migrantes para cá. Muito pelo contrário. Acredito que este crescimento tenha sido vegetativo”. Os dados do Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) dão respaldo à conclusão do economista. Só em 2006, nasceram 4.871 crianças em Franca, o que a coloca como a 20ª cidade com maior número de nascimento de crianças do Estado, como noticiou o Comércio em 30 de agosto do ano passado. Hélio considera que o crescimento de menos de 10% na população mostra que a região está passando por um processo de redução de sua taxa de natalidade. “Este índice é bem menor do que notado nas décadas de 50, 60, por exemplo”. Ele avalia ainda que a queda tem pontos positivos e negativos. Os positivos seriam, entre outros, uma maior facilidade do poder público oferecer serviços para os cidadãos, uma vez que, com um crescimento menor, ele terá menor demanda. Por outro lado, existe a preocupação de, no futuro, a região ser formada por uma população idosa, que necessita de atenções especiais, o que demanda mais investimento.

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