Reeleição marca o encontro de junho do Conselho de Leitores


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MAIS UM ANO- O Conselho de Leitores do Comércio da Franca, reeleito para novo mandato (2008/2009), fez produtivo encontro de trabalho no fim da semana que antecedeu a Francal
MAIS UM ANO- O Conselho de Leitores do Comércio da Franca, reeleito para novo mandato (2008/2009), fez produtivo encontro de trabalho no fim da semana que antecedeu a Francal
O Conselho de Leitores do Comércio da Franca se encontrou em 28 de junho, na sede do Grupo Corrêa Neves de Comunicação, para realizar a última reunião estatutária do período de mandato para o qual foi eleito – um ano – e recebeu, da parte dos coordenadores do encontro, Sônia Machiavelli Corrêa Neves, presidente do Conselho de Administração, e Luiz Neto, editor de Opinião e Gestor de Relações Corporativas, a notícia de reeleição, prevista no Regulamento Geral do Conselho, para mais um ano de atuação. Segundo Sônia, “tem havido uma praxe de reeleição no Conselho, desde a primeira eleição, em 2006. Com isso, garante-se a manutenção das experiências adquiridas e fortalece-se a capacidade de contribuição crítica dos conselheiros para com o Comércio e a Difusora”. O grupo atual tinha, antes da reunião, 16 dos 18 eleitos em 2007, já que dois pediram afastamento em meados do ano em função de compromissos pessoais. Dos restantes, quatro (Alexandre Henrique Leonel, Ana Célia Nascimento Borges, Juliana Sanches e Ricardo Veríssimo Júnior) tiveram encerrado definitivamente o direito a reeleição – também em situação prevista no Regulamento Interno – porque atuaram no último ano como detentores da experiência do grupo pioneiro, eleito em 2006. Os 12 restantes foram reempossados. Na pauta do encontro, a rotina de análise de abordagens jornalísticas empreendidas pelo Grupo Corrêa Neves desde a última reunião, realizada em maio deste ano, e intensos debates sobre as dificuldades de produção de material factual que mostre menores ou criminosos. O Grupo tem sido alvo de processos judiciais empreendidos por traficantes e pessoas comuns, representados inescrupulosamente por advogados que buscam clientes dentre aqueles flagrados nas páginas do Comércio, visando indenizações. Tem havido uma tendência, nos tribunais de primeira instância, a condenarem meios de comunicação por, segundo as decisões, “desrespeito ao direito de imagem”. No Brasil, segundo alguns magistrados, o direito de imagem é superior ao direito à informação e isso, golpe terrível, pode evitar a que os meios de comunicação mostrem, cada vez menos, flagrantes fotográficos que melhorem a compreensão dos noticiários. Em outro caso, o Comércio sofreu condenação de primeira instância por mostrar menor grávida, em sala de aula e em sua própria casa, ao lado da mãe, mesmo e apesar de ter tomado o cuidado de solicitar autorização escrita para fazê-lo. O magistrado que assinou a condenação remeteu o jornal a pagar indenização à grávida, à mãe e, pasmem... ao feto! Em todos os casos, o Grupo Corrêa Neves recorre a tribunais superiores e se ombreia a outras mídias nacionais, que tentam defender a qualquer custo a liberdade de imprensa que se ampara no direito constitucional ao direito à informação. Vamos aos principais momentos do encontro realizado em “torno de uma mesa farta”, como dizem sempre os conselheiros Alexandre Leonel e Ricardo Veríssimo, mas que registra invariável baixo consumo nas tábuas de frios porque o cardápio jornalístico disponível nestas ocasiões é ainda mais saboroso... O GRUPO Compareceram Alexandre Henrique Leonel, Ana Célia de Freitas, Ana Célia Nascimento Borges, Camila Beghelli Schirato, Carlos Eduardo Gimenes de Matos, Dinamar Lacerda Domiciano, Juliana Sanches Passos, Luiz Eduardo Marques Ferreira, Marco Aurélio Piacesi, Marcos Donizete de Souza, Ricardo Veríssimo Júnior, Sérgio Coelho Lanza, Tatiane Cristina Venuto. Justificaram ausência Thaís Aparecida Machado e Tiago Monteiro Martins. DE PRIMEIRA Sônia Machiavelli Corrêa Neves, presidente do Conselho de Administração; Everton Lima, diretor da Rádio Difusora e Luiz Neto, editor de Opinião e gestor de Relações Corporativas, coordenaram. Luiz comunicou a reeleição, para mais um mandato, aos conselheiros Ana Célia de Freitas, Camila, Carlos Eduardo, Dinamar, Duda Ferreira, Piacesi, Marcos, Sérgio, Tatiana, Thaís e Tiago. Também foram comunicados sobre o final efetivo de mandato os conselheiros Alexandre Leonel, Ana Célia Borges, Juliana Sanches e Ricardo Veríssimo. Luiz apresentou Alexandre Leonel como novo colunista do Comércio, escrevendo às sextas-feiras com ênfase em “visão do leitor sobre a atividade jornalística do Grupo Corrêa Neves”. TRISTE CLIMA? Não. Os quatro conselheiros que terminavam mandato não se furtaram a contribuir como sempre fizeram para o sucesso da reunião do dia. Ricardo Veríssimo continuará como articulista da Editoria de Opinião, escrevendo às quintas-feiras, na A2. Ana Célia Borges e Juliana Sanches foram convidadas a escrever. IMERSOS NA PAUTA O primeiro assunto da pauta de análise foi a saída do radialista Marcelo Valim, do grupo. Everton Lima, diretor de Rádio, explicou sobre a difícil decisão de tirar do ar um dos comunicadores mais conhecidos do rádio francano. Os conselheiros apoiaram o rumo escolhido pelo grupo de comunicação. Duda afirmou que “foi melhor assim. Valim falava, na maioria das vezes, sem pensar”. Leonel cumprimentou a Difusora: “vocês decidiram pela saída para fortalecer a filosofia de seriedade do grupo e contra a própria planilha de faturamento que o programa significava”. Piacesi afirmou que ‘não podem ficar no ar em veículos hegemônicos, vozes que não constróem”. O RETORNO DE HÉLIO Valim foi substituído por Hélio Rodrigues, também conhecido radialista francano. Dinamar disse que já o ouviu e que “Hélio está melhor hoje do que quando deixou a Difusora. Está mais veemente e, por certo, contribuirá muito para garantir um linguajar adequado ao horário do almoço, sem palavras chulas ou considerações degradantes”. Os outros conselheiros concordam. AINDA O RÁDIO Duda Ferreira aproveitou a deixa sobre a Difusora e cumprimentou Everton Lima e o grupo pelo programa especial que comemorou os 46 anos da emissor. “Ando saudosista. Foi extraordinário ouvir, juntas, as vozes de Patrícia, Verzola, Zé Rasteiro, Augusta Caleiro, Valdes Rodrigues, Everton Lima, Luiz Neto, na mesma ocasião. A idéia foi genial. E democrática. Ninguém diria que a Difusora abriria suas portas para comunicadores de outros prefixos. Abriu e merece cumprimentos por isso”. TRÂNSITO QUE MATA Assunto quente. Mostrar ou não mostrar corpos? Carlos Eduardo: “O jornal não pode dourar a pílula. Acidentes de trânsito precisam ser contados e mostrados”. Lanza: “Projetos por um trânsito melhor têm que ser preocupação constante. É preciso privilegiar as pessoas e não os veículos. Há lugares no Brasil onde o pedestre levanta a mão e o trânsito pára. Por que não ‘construir’ o mesmo em Franca?”. A Lei Seca? Leonel: “Se pegar, ou vai faltar táxi ou vai faltar cerveja!”. UBIALI E A CSS Duda: “Infeliz decisão do nobre deputado. O povo brasileiro não suporta mais impostos”. Leonel: “Foi incoerente. Defende a não tributação das cooperativas médicas e vota favorável à CSS”. Piacesi: “Errou, acertando. A saúde precisa sim, de mais recursos”. A PESQUISA DATALINK A divulgação dos resultados de pesquisa eleitoral encomendada pelo Comércio ao Instituto Datalink foi capaz de modificar brutalmente o cenário político francano. Partidos que afirmavam que lançariam candidatos próprios a prefeito voltaram atrás e se aliaram ao atual prefeito, “imbatível em qualquer contexto”, segundo os números. Carlos: “Ary Balieiro sempre foi medroso”. Leonel: “O que surpreende não é Ary dizer que será novamente vice de Sidnei. É ele dizer que quer ser vice. Até antes da pesquisa dizia que tinha cacife para ser o novo prefeito. Quero que o Grupo Corrêa Neves se preocupe em estimular novas lideranças políticas. Urgentemente”. Piacesi: “Concordo. Vamos ficar mais quatro anos sem embates políticos. Não haverá renovação alguma”. Veríssimo: “Me incomoda Sidnei dizer que não tem medo de nada. Nenhuma cidade cresce sem oposição”. ELE OU ELA? A publicação, pelo Comércio, de matéria jornalística sobre travestis, rendeu grandes debates à Editoria de Opinião. Luiz Neto contabilizou dezenas de cartas, com defesas intransigentes aos direitos das pessoas (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=30388) e correspondências que trataram o homossexualismo como “doença da alma” (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php? id=30351. Leonel considerou a necessidade de que o jornal abra espaço, “Quem sabe uma coluna semanal” para o universo gay. Ana Borges: “É preciso encarar com naturalidade, apesar do conceito de família formada por homem, mulher e filhos estar em decadência”. INSIGHT A Insight tomou o rumo exigido pelos conselheiros: falar de bastidores de ocasiões especiais, garimpar novidades, descobrir programas, falar de gente e de festas com olhar descompromissado e linguagem leve. Hoje, a coluna – uma das mais lidas do jornal – tem o jeito e a cara de sua titular, Fernanda Bufoni. Os conselheiros aplaudem. Duda: “Até a foto de Fernanda está sensual. Toda a página está bonita. O conteúdo, ótimo, tem a medida exata de rigor jornalístico e leveza”. QUE PENA. TERMINOU! Luiz Neto fez agradecimentos aos conselheiros que se afastaram. Reconheceu nas contribuições deles a motivação de grandes transformações que o grupo empreendeu. Disse, aprovado por Sônia e Everton, que “os quer por perto, sempre”. E encerrou.

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