A semana que se inicia promete agitação no setor de produção das 87 empresas de Franca que expuseram suas coleções na Francal (Feira Internacional de Calçados, Acessórios de Moda, Máquinas e Componentes). O evento terminou sexta-feira, 4, em São Paulo e animou os empresários. Os contatos iniciados e as vendas concretizadas sugerem que o segundo semestre será bom para o setor. Agora, chegou a hora de ligar as máquinas e começar a produzir.
Em sua edição de número 40, a Francal foi aberta terça-feira, 1º, com a presença do presidente em exercício, José Alencar. No lugar dos tradicionais discursos de otimismo, líderes empresariais foram incisivos e pediram maior atenção por parte do governo federal. A baixa cotação do dólar e a ausência de medidas para defender as indústrias nacionais da concorrência promovida pela China foram os motivos das críticas.
Ainda em seu primeiro dia, a feira recebeu mais de 13 mil pessoas e já proporcionou significativos negócios. Na quarta-feira, o melhor dia. Foi quando a movimentação bombou e muitos expositores conseguiram atingir as metas previstas para toda a Francal. Um exemplo foi o da Vulcabrás/Azaléia, maior expositora, cujas vendas superaram em 10% o previsto. A empresa informou ter fechado parcerias com distribuidores do leste europeu e Japão. “Acredito que foi de um agrado geral. Os resultados foram positivos, não somente naquilo que venderam aqui, mas no que alavancaram de possibilidades de venda futuras. Esta é a grande função da feira: trazer ao mercado as novidades para uma estação forte, que é a primavera-verão!, comentou Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal.
A feira também contribuirá, em parte, para que a Arezzo eleve sua produção anual de 2,7 milhões para 3 milhões de pares de sapatos. Deste total, a expectativa é manter 95% das vendas ao mercado interno e 5% para países como Israel, Portugal, Venezuela, Rússia e Inglaterra. “O resultado foi excelente. São ótimas as expectativas para o verão 2009. Os lojistas estão motivados”, afirmou Carlos Pontim, coordenador comercial.
O departamento de marketing da Via Uno avaliou a feira como ótima e acredita que as vendas no setor devem acompanhar o crescimento da economia brasileira. A empresa vislumbra crescimento em produção e faturamento, o que vai gerar a expansão da rede de lojas espalhadas pelo Brasil, de 130 para 170, e no exterior, de 205 para 300.
As grandes empresas de Franca também saíram satisfeitas da Francal e fazem previsões otimistas de vendas para os próximos meses. Tanto a Pipper, quanto a Tenny Wee informaram que devem aumentar suas produções diárias devido aos negócios fechados. “O pós-feira é mais forte. Agora, é correr atrás. Temos que aproveitar e vender”, disse o gerente de exportação da Mariner, Fábio Miras.
O otimismo também chegou aos setor dos trabalhadores. Ao invés de pedidos, eles comemoram o possível aumento na oferta de empregos. O Sindicato dos Sapateiros de Franca espera que as vendas possam refletir na abertura de novos postos de trabalho. “Com o incremento no número de pedidos, acredito que contratações sejam necessárias para atender à demanda”, avalia Paulo Afonso Ribeiro, presidente licenciado da entidade.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.