‘Nossa missão foi cumprida’


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NEGÓCIOS FECHADOS  - O presidente da Francal Feiras, Abdala Jamil Abdala, no último dia da maior feira calçadista da América Latina: o resultado foi positivo
NEGÓCIOS FECHADOS - O presidente da Francal Feiras, Abdala Jamil Abdala, no último dia da maior feira calçadista da América Latina: o resultado foi positivo
<p>Eram 13 horas de sexta-feira quando a reportagem do Comércio encontrou Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal, caminhando pelos corredores do Anhembi rumo à sala de administração da feira. Ele estava de cabeça baixa e transmitia a impressão de desânimo. Na verdade não era nada disso. Abdala tinha acabado de percorrer boa parte dos estandes montados no Anhembi, onde conversou pessoalmente com os expositores. Disse estar um pouco cansado fisicamente, mas satisfeito com o que ouvira. Sentou-se e, por quase trinta minutos, falou sobre a feira deste ano, os outros eventos promovidos pela Francal Feiras e os planos da empresa para o futuro.</p><p><br />Na opinião de Abdala, a feira foi mais positiva para o mercado interno, mas as exportações também tiveram peso. “Não tenho números fechados, mas muita gente entrou nos estandes. E, em que pese a dificuldade nas exportações em função de uma política cambial nociva, vieram compradores de diversas partes do mundo e fecharam negócios. Talvez não tão volumosos conforme a gente tem potencial em atender”.</p><p><br />Às 17h30, o otimismo de Abdala pôde ser comprovado. Quem passou em frente à administração viu o presidente da Francal, mais descansado e descontraído, tomando champanhe, brindando com seus funcionários na sala da administração e declarando: “Nossa missão foi cumprida”.</p><p> </p><p><strong>Comércio da Franca - Qual o balanço que o senhor faz da Francal 2008?<br />Abdala Jamil Abdala -</strong> Conversei com vários expositores e acredito que foi de um agrado geral; Os resultados foram positivos, não somente naquilo que venderam aqui, mas no que alavancou de possibilidades de vendas futuras. E essa é na verdade a grande função da feira, a de trazer ao mercado as novidades para uma estação forte, que é a primavera-verão, e fazer com que essas novidades sejam conhecidas pelo público comprador, seja ele do mercado interno ou das exportações.<br /><strong><br />Comércio - O senhor é sempre otimista e faz uma avaliação positiva. Em que esta Francal difere das anteriores?<br />Abdala -</strong> O mercado é um fator fundamental. O momento pelo qual o mercado interno brasileiro está passando favorece o resultado positivo da feira: uma economia onde a massa salarial aumentou, onde o consumo está aumentando, sem dúvida trouxe um alento aos expositores, o de poder vender mais e vislumbrar um segundo semestre com mais otimismo. E acredito que isso está acontecendo. Agora, de diferente, a Francal sempre procurou nesses 40 anos fazer uma feira organizada, planejada, que pudesse atender às necessidades dos expositores. Obviamente a cada ano a gente procura aprimorar, trazer um ambiente agradável para a realização de negócios e esperamos em 2009 ter um aprimoramento maior ainda para que possamos oferecer o conforto que tanto o visitante quanto o expositor merecem. <br /><br /><strong>Comércio - O que achou dos produtos trazidos pelos empresários francanos?<br />Abdala -</strong> Quero fazer um elogio grande ao parque de Franca pela diversificação. Os fabricantes mostraram sapato masculino com qualidade, designe, construções interessantes, modernismo, fôrmas atualizadas. Algumas fábricas que têm que acordar, mudar e trazer novidades, mas, na generalidade, acho que está progredindo muito rumo à moda, ao conceito de fazer o que o consumidor quer usar. Mas o que mais me encantou foi ver dezenas de fabricantes com sapatos femininos. Isso mostra que realmente está havendo mudança de mentalidade na cidade no sentido de atuar num mercado muito mais comprador. São totalmente competitivas se comparadas com fabricantes tradicionais de femininos.<br /><br /><strong>Comércio - A Francal tem um mix grande de produtos, entre eles bijuterias, bolsas e, agora, lingeries. O senhor não acha que essa diversificação descaracteriza uma feira calçadista?<br />Abdala -</strong> Pelo contrário. Quando começamos, alguns anos atrás, com expositores de bijuterias, que hoje é muito forte, todo mundo questionou. Hoje vêm lojistas de calçados comprar bijuterias, porque na verdade o sapato é a peça do vestuário e a bijuteria é complemento. Estamos trazendo valor agregado ao evento.<br /><br /><strong>Comércio - A presença de políticos na feira atrapalha e irrita quem quer vender sapatos?<br />Abdala - </strong>Basicamente são políticos de alta expressão, principalmente voltados à área econômica, que trazem prestígio não só à Francal, mas ao mercado. Tivemos aqui a presença de José Alencar como presidente em exercício. Dá trabalho, confusão, existe muita reclamação por parte dos expositores em função dos critérios de segurança, mas no fundo, ouvindo o discurso dele, mostrando ser um aliado para setor, é positivo. Então, a gente tem um certo desconforto nas três primeiras horas da feira, mas aquilo em que ele pode nos ajudar ou mostra disponibilidade de ajudar, compensa e é um grande prestígio para o mercado.<br /><br /><strong>Comércio - Sobre a empresa Francal. Quantas feiras ela realiza por ano?<br />Abdala -</strong> Tem ano que fazemos nove, em outros dez, 11, depende da sazonalidade. Voltaremos ao Anhembi, a partir do dia 14 de agosto, para montar estandes. Até 24 de agosto estaremos coO a Bienal Internacional do Livro. Terminando esse evento, no dia seguinte começaremos a montagem de uma Feira muito forte, que ocupa todos os Espaços do Anhembi, que é a feira escolar PapperBrasil. E o esmero que dedicamos à feira de calçados temos também para com os outros setores.<br /><br /><strong>Comércio - Quantos funcionários a Francal emprega hoje?<br />Abdala -</strong> Temos quase cem funcionários fixos. Com uma empresa com esse portifólio de vários eventos anuais, temos uma equipe qualificada de colaboradores. O sucesso da Francal, por exemplo, é dado em função dos nossos colaboradores.<br /><br /><strong>Comércio - E os empregos indiretos? São milhares?<br />Abdala -</strong> Sim. Durante a Francal, por exemplo, você pode multiplicar nossos cem fixos para 2,5 mil pessoas para nos ajudar. São os trabalhos temporários na organização, recepção e montagem de estandes.<br /><br /><strong>Comércio - Quando não há feira, como funciona o dia-a-dia dessa empresa?<br />Abdala - </strong>A ligação dos funcionários fixos é diária. No escritório em São Paulo temos 53 funcionários, além de outros dois em Novo Hamburgo e Franca, e de representantes em Belo Horizonte, Jaú, Birigüi, Fortaleza... Temos um grupo que atua bem forte. <br /><br /><strong>Comércio - A Francal tem planos para a realização de novas feiras?<br />Abdala -</strong> A gente não pode parar. Estamos vislumbrando outros eventos, oportunidades, mas principalmente aprimorar aquilo que já fazemos. Mas temos planos, inclusive, para um evento voltado ao setor de lingerie. Os expositores que participaram da Francal tiveram um nível de satisfação alto.<br /><br /><strong>Comércio - O senhor tem ambição de fazer alguma feira que já é realizada por outra empresa?<br />Abdala - </strong>Não posso dizer que nós temos interesse porque não temos. Mas o mercado é livre e dinâmico e se de repente aparecer uma boa oportunidade, dentro dos princípios éticos e profissionais da Francal, a gente não descartamos.<br /><br /><strong>Comércio - A quanto chega o investimento em uma feira do porte da Francal?<br />Abdala -</strong> Nesse período que estamos aqui no Anhembi pode se somar em torno de R$ 2 milhões só de locação. Conseqüentemente, a montagem e toda a infra-estrutura eleva o investimento para muito mais de R$ 10 milhões.<br /><br /><strong>Comércio - Muito mais quanto?<br />Abdala - </strong>Não sei, ainda não fechei esses números.<br /><br /><strong>Comércio - E o movimento em negócios fechados?<br />Abdala -</strong> Se eu te disser um número vou estar mentindo. Nós não temos.<br /></p>

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