Vivemos estressados por causa do mundo que incute idéias que nos levam a uma corrida desesperada ao “ter”, sempre vencer e nunca perder. A liturgia deste domingo nos ensina que Deus revela a sabedoria do Reino aos simples.
Deus se revela em todas as pessoas que vivem a prática da mansidão e da humildade através de suas palavras e atitudes. As leituras da santa missa são estas: Zc 9, 9-10 ; Rom 8, 9.11- 13 e Mt 11, 25-30.
Na primeira leitura o profeta Zacarias anuncia a chegada de um Messias Rei para o povo de Israel que se encontrava sem rei. As características do rei anunciado pelo profeta diferem dos conceitos existentes na mente daquele povo. É um rei despojado, sem exército, sem poder opressor. O profeta fala de um “Messias-Rei”. Sua preocupação será restaurar a paz destruindo os armamentos. Sua chegada será através de um jumento, num potro de uma jumenta. Ele governará longe das armas de guerra e de violência.
O rei que vem é misericórdia, amor, paciência e compaixão. Ele é bom para com todos; sua ternura abraça toda criatura. O profeta Zacarias lembra ao povo que Jesus é Messias e Rei por sua solidariedade com os pobres. Ele convive e fala com o povo que lhe pertence, conhece o orgulho que existe no coração e alegra-se quando encontra-se diante da simplicidade.
Na segunda leitura Paulo lembra que a vida material que temos em comum com os outros seres vivos deste mundo, não dura para sempre, a um certo ponto ela se apaga. A vida do homem tem um começo e um fim, mas a vida de Deus não acaba.
Jesus que possuía em plenitude a vida de Deus não podia permanecer para sempre em poder da morte. Ele morreu para a vida material, mas o Espírito que estava nele o ressuscitou, o fez viver da vida de Deus.
São Paulo anuncia que o homem fechado para Deus tem uma existência limitada e sem perspectivas. Mas para quem se abre ao Espírito Santo até o corpo mortal torna-se espiritual, destinado à vida verdadeira.
No evangelho Jesus entoa um hino de ação de graças ao Pai pela acolhida que os mistérios do Reino encontram entre os pequenos e humildes, pecadores e marginalizados. Jesus exalta a sabedoria dos simples diante dos planos do Pai.
Deus se revela unicamente aos puros de coração. Jesus não está contra os sábios e inteligentes. Ele quer dizer que as coisas que constituem o universo do Reino de Deus não são encontradas somente pelo esforço intelectual. Os sábios orgulhosos que confiam apenas em sua sabedoria, auto-suficiência, julgam poder salvar-se com os próprios recursos de inteligência e poder.
Quando Jesus fala da “pequenez”, quer lembrar a simplicidade, a maturidade, espontaneidade de uma pessoa sem complicações e pretensões e que é capaz de receber, de admirar e de agradecer. Jesus pode dizer: “aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração”.
Enquanto esteve neste mundo e ainda continua revelando que sempre esteve perto dos desprezados e daqueles dos quais ninguém gosta: os cegos, os aleijados, os leprosos, os mudos, os pecadores públicos. Estes precisam mais do seu amor. A religião de Jesus é a religião da alegria. Jesus manso e humilde, Messias e Salvador, não afasta ninguém de sua presença. Pelo contrário, atrai e aproxima. Ele olha para todos e quando nos vê cansados e tristes pelo peso da vida, diz: “ “Venham para mim todos vocês que estão cansados de carregar o peso do seu fardo, e eu lhes darei descanso”.
Cansados e aflitos são todos aqueles que sofrem na vida por falta de saúde, carentes, preocupados com o futuro de seus filhos, angustiados pela opressão e pela violência.
Santo Agostinho disse: “ qualquer outra carga te oprime e te incomoda, mas a carga de Cristo alivia-te do peso. Qualquer outra carga tem peso, mas a de Cristo tem asas. Se a uma ave lhe tirares as asas, parece que a alivias do peso, mas, quanto mais lhas tirares, mais esta pesa; restitui-lhe o peso das suas asas e verás como voa”.
Deus não é peso em nós, mas a brisa suave que encontramos no calor de cada dia”.
23ª JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE.
Em Sidney, na Austrália, de 15 a 20 de julho se realizará a Jornada Mundial da Juventude. Para o evento são esperados milhares de jovens vindos do mundo inteiro. O Papa Bento XVI estará presente ao encerramento e presidirá a celebração eucarística no dia 20 de julho. A juventude é uma grande força no mundo: dela também depende o futuro da vida e da missão da Igreja. O tema é: “Receberás a força do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e sereis minhas testemunhas” (At 1,8).
COMEMORAÇÕES DO MÊS DE JULHO
Lembramos de algumas comemorações deste mês que possuem cunho religioso: Dia do Amigo (20 de julho): o objetivo é valorizar a verdadeira amizade. A Bíblia diz: “quem encontra um amigo, encontra um tesouro” (Eclo 6, 14). Dia do Motorista (25 de julho), que coincide com a festa de São Cristóvão. A data foi instituída em 1966, pelo então presidente Castelo Branco. Dia dos Avós (26 de julho): celebra-se em homenagem a São Joaquim e Sant’Ana, pais de Nossa Senhora; com sabedoria e otimismo, constituem-se presenças significativas nos lares. Dia do Agricultor (28 de julho): desde 1960, é comemorado ressaltando a importância daqueles que se dedicam aos plantios, que alimentam milhares de pessoas.
ABERTURA DO ANO PAULINO
Convidamos a todos para a celebração de abertura do Ano Paulino, na próxima sexta-feira, às 19h30, na Catedral. O Papa Bento XVI concede indulgências especiais para este ano paulino. Participe com sua família. A Catedral é um dos lugares escolhidos para obter estas indulgências especiais.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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