Promotoria e Câmara investigam prevaricação de Mambrini


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O Ministério Público abriu mais um procedimento para investigar o vereador Marcelo Mambrini (PMN). O inquérito pretende comprovar se ele utilizou um funcionário público, no meio do expediente, para fazer serviços particulares. A prevaricação também deve render um processo interno, dentro da própria Câmara dos Vereadores. Ontem, a Promotoria solicitou gravações de reportagens da Rádio Difusora AM. O objetivo é uma entrevista concedida por Mambrini para a Difusora, onde ele disse que utilizou um funcionário da Câmara Municipal para a confecção da declaração de seu Imposto de Renda. De acordo com o documento do MP, Mambrini, que na ocasião era presidente do Legislativo, admite ter “prevaricado em relação de não ter tomado providências visando cessar tais atividades em horário de trabalho”. O crime se dá quando o ocupante de função ou cargo público deixa de cumprir com as obrigações de ofício. No dia 24 de junho, durante a reunião ordinária da Câmara, ele confessou que em 2006, durante seu mandato como presidente da casa, teria pago a um funcionário para que em pleno expediente, preenchesse sua declaração de imposto de renda. A autodenúncia de Mambrini ocorreu após a rejeição de um projeto de lei seu que proibia a vendas de produtos diversos na área administrativa da Câmara e a realização de “bicos” no local em horário de serviço. Ao ser questionado se ele teria pago um profissional do Legislativo para fazer sua declaração de IR, ele respondeu: “Fez (o preenchimento do IR). Eu paguei ele. Deveria ter prendido ele em flagrante. Não prendi. Prevariquei. Muito bem. É isso que vocês querem ouvir? Estou falando então. Eu deveria ter prendido ele em flagrante delito e não prendi. Não prendi”, disse. O promotor Gasparotto, que substitui Paulo Borges nas investigações até o dia 15 de julho, disse que o primeiro passo é saber o conteúdo da fala de Mambrini. “Primeiro, vou ter contato com este material da imprensa para depois dar o próximo passo”. O presidente da Câmara, Joaquim Pereira Ribeiro. disse ontem que vai abrir processo interno de investigação. “Não tenha dúvida, tem que abrir (sindicância) para apurar. Vou me reunir com a mesa diretora nos próximos dias para nos posicionarmos”, disse o vereador, que ressalta não ter ainda nenhum indício de irregularidade. “Oficialmente, sabemos do fato através da imprensa” disse. A reportagem tentou contato com o vereador Marcelo Mambrini, mas não conseguiu encontrá-lo. Ele também não retornou as mensagens deixadas na caixa postal dos celulares e do telefone fixo de sua residência. Ninguém atendeu em seu gabinete.

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