A tolerância zero para quem bebe e dirige tem deixado os taxistas e mototaxistas de Franca mais esperançosos. Com uma maior fiscalização da “Lei Seca” por parte da Polícia Militar, eles esperam que o número de corridas noturnas a partir deste fim de semana cresça e, conseqüentemente, gere mais lucros. Para alguns motoristas, a expectativa de aumento é de até 30%.
Cleomara Faria Silva é motoqueira de uma central de mototáxi no Bairro Miramontes. Acostumada a fazer em média de 13 corridas num sábado normal, no último fim de semana, ela já percebeu uma demanda maior de clientes. “Fiz mais de 15 corridas, o que não é normal e a maioria era de pessoas que voltavam de festas”, disse Cleomara.
O curioso foi que a sua clientela, formada principalmente por mulheres, mudou depois da implantação da nova lei. “Os homens passaram a usar mais o mototáxi. Antes carregava três a quatro homens, no último sábado foram quase dez”.
Há três anos no ramo, o mototaxista Sandro Alves de Oliveira acredita que os motoristas decididos a não abandonar o hábito de consumir bebidas durante a noite passarão a ser clientes habituais do serviço de mototáxi. Para hoje e amanhã, ele tem a expectativa de fazer, no mínimo, sete corridas há mais que o normal. “Faço em média de oito corridas por noite, mas, se a lei pegar mesmo, acho que farei de 15 a 20”, disse Sandro.
Se o táxi for a opção escolhida pelos “beberrões” do fim de semana um dos que agradecerá o aumento na procura é o taxista José Ismar Rodrigues e seus 13 companheiros do ponto de táxi da Praça João Mendes, na Avenida Major Nicácio. “Estou otimista, acho que o resultado será satisfatório para todos os taxistas de modo geral. Espero que as corridas aumentem de 15 para 25 numa só noite”.
SERVIÇO DE ENTREGA
A partir desse fim de semana, o Boteco do Lu passará a oferecer mais um serviço para seus freqüentadores. Por causa da Lei Seca, o empresário Luciano Carvalho contratou dois seguranças que farão a entrega de clientes em casa. O serviço “deliver” custará R$ 10.
“Um motorista ficará responsável pela direção do carro do cliente, enquanto um motoqueiro seguirá o veículo para garantir segurança e trazer o motorista de volta para o bar”, explicou Carvalho, na esperança de que a novidade dê resultado e evite que os clientes se afastem do bar com medo de aliar bebida e direção.
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