Equipe francana vai para a Amazônia estudar insetos


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Um professor e quatro alunas do curso de ciências biológicas da Unifran (Universidade de Franca) vão percorrer mais de 4 mil quilômetros até a fronteira brasileira com o Peru e a Bolívia, na Amazônia. A equipe vai coletar amostras de sangue humano e insetos transmissores da Leishmaniose Tegumentar Americana para tentar impedir o avanço desta doença naquela região. O trabalho se concentra também no diagnóstico de possíveis casos de Bartonelose, doença típica do Peru, que pode estar avançando pela comunidade no Acre. Manuel Cesário de Paiva, professor que teve a iniciativa, morou por quatro anos no Acre e já trabalha com questões amazônicas há 20 anos. Ele já está a caminho da cidade de Assis Brasil, naquele Estado. “Essa cidade tem características únicas. Além de ser isolada, está passando por mudanças de comportamento por causa do asfaltamento de uma estrada que leva ao Oceano Pacífico que passa por lá, por isso a escolhemos”, disse o professor. Ele e suas quatro alunas terão a tarefa de identificar o mosquito transmissor e coletar alguns para estudos em laboratório e também checar amostras de sangue de moradores da cidade. “A idéia é, com base nos dados desse estudo, identificar qual o avanço da Bartonelose no lado brasileiro da fronteira e também verificar se há surto da Leishmaniose”. O trabalho deve durar 12 dias e o resultado deve ser enviado ao governo federal. O grupo francano não será o único a viajar. “Nós fazemos parte de um projeto maior, que abrange ainda estudantes da USP e o exército”, disse o professor. A viagem deve custar cerca de R$ 50 mil, que serão pagos pela EcoFran, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pelo Instituto de Ciências Médicas da USP. Dos dias 7 a 18 julho, as quatro estudantes estarão em contato com um mundo ainda desconhecido por elas. Elas partiram ontem para São Paulo, de onde pegam um vôo com escala em Brasília e depois pousam em Rio Branco e de lá vão de ônibus até o destino final. Barthira Oliveira se sente feliz em poder ajudar a comunidade isolada. “É uma realidade completamente diferente. Eles não têm acesso ao conhecimento dos próprios problemas de saúde”, disse. A outra estudante Luciana Silva confessa o “friozinho na barriga”, mas está ansiosa pela nova experiência. “É um crescimento pessoal muito grande, além do profissional”, disse.

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