Quando assumiu a presidência do Franca Basquete, na noite da última terça-feira, o médico Fransérgio Garcia afirmou que sua gestão seria marcada por desafios. Mal tomou posse e o mandatário já enfrenta seu primeiro obstáculo: uma dívida de aproximadamente R$ 220 mil.
O débito do clube originou-se da soma de três fatores. Os salários do mês de maio, tanto dos atletas como da comissão técnica, que somados chegam a R$ 70 mil e deveriam ter sido pagos no início de junho, ainda não foram quitados. Além disso, o Franca Basquete ainda tem dívidas antigas com atletas e ex-jogadores, como Estevam, Fúlvio e Demétrius, entre outros. Até o armador Helinho, que integra o elenco atual, tem vencimentos atrasados para receber. A soma dos valores também se aproxima de R$ 75 mil.
A última parte da dívida surge de uma ação judicial movida pelo árbitro Marcelo Ávila, que foi agredido com um soco no rosto desferido pelo treinador Daniel Wattfy durante as semifinais do Campeonato Nacional de 2000. O processo já percorreu todas as instâncias da justiça e está em fase de execução. “Quando o juiz mandar pagar, não teremos alternativa, pois não cabe recurso. A indenização pode chegar até R$ 75 mil”, disse Fransérgio Garcia.
Apesar do valor da dívida, Fransérgio Garcia isentou seu antecessor, o ex-presidente José Guilherme Calil Maia e toda a sua diretoria, pelo acúmulo de débitos. “São valores provenientes de outras administrações, mais antigas”, completou.
Depois de garantir a permanência de Willian Drudi, o mandatário francano afirmou na tarde de ontem que chegou a um acordo financeiro com os alas Cauê e Márcio Dornelles, que ficarão em Franca por mais uma temporada. Mesmo sem renovar contrato com o Franca Basquete, o armador Helinho afirmou que também defenderá a equipe por mais um ano. Na próxima semana, Matheus, Felipe e Rogério deverão se reunir com Fransérgio Garcia.
A dificuldade encontrada pelos diretores do Franca Basquete em contratar um pivô brasileiro ou estrangeiro na última temporada parece que se repetirá agora. Ricardo Probst, que interessava ao clube francano, definiu sua permanência em Assis por mais um ano.
Murillo deixou o Maccabi Tel Aviv e acertou com o Minas Tênis. Além disso, a equipe local perdeu Rafael Mineiro para o Paulistano. Com poucas opções no mercado nacional, o técnico Hélio Rubens Garcia deverá observar atletas estrangeiros para reforçar o seu elenco.
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