Avenida perde palmeiras, mas terá pistas mais largas


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Trecho da Avenida Doutor Hélio Palermo que ficou sem as tradicionais palmeiras australianas. Árvores estão sendo retiradas para possibilitar as obras de alargamento do Córrego dos Bagres e da pista. No local serão constr
Trecho da Avenida Doutor Hélio Palermo que ficou sem as tradicionais palmeiras australianas. Árvores estão sendo retiradas para possibilitar as obras de alargamento do Córrego dos Bagres e da pista. No local serão constr
Parte das obras de alargamento do canal do Córrego dos Bagres está gerando polêmica. O motivo é a retirada das palmeiras australianas do trecho da Avenida Doutor Hélio Palermo, entre o cruzamento das Ruas Evangelista de Lima e Afonso Pena. As árvores estão sendo transferidas para a voçoroca do Paulistano (veja apoio). Para o caminhoneiro Álvaro Augusto Valeriano, as árvores não deveriam ser retiradas. “Elas são o enfeite da cidade. A paisagem da avenida ficará sem graça”. Na mesma linha, o cortador Olavo Eurípedes da Silva também acha que as palmeiras não deveriam ser tiradas de lá. “Não deveriam tirar, porque elas seguram um pouco o perigo dos carros caírem no córrego”. Já o aposentado Antônio Eurípedes Assunção não acha uma má idéia a retirada das palmeiras. O motivo seria a melhoria da visão ocasionada pela espaço ocupado pelas árvores. “Sem as árvores, fica muito mais fácil de você dirigir. Não tem muito problema”. De acordo com a secretária de Urbanismo e Planejamento Urbano, Valéria Marson, a retirada das árvores é necessária para a melhoria do trânsito no local. “Nós vamos priorizar a largura das pistas em função do espaço ser muito estreito e o trecho com tráfego intenso”. Com o fim das calçadas ao lado do córrego, onde estavam as palmeiras, as pistas da avenida vão ganhar, em média, um metro e meio de largura. Já em relação à questão de segurança, a secretária disse que o sistema que será implantado no lugar das palmeiras fará com que o local se torne mais seguro. “Nós estamos protegendo os veículos para que eles não tenham acesso ao canal. Os guard-rails vão ser justamente para proteger os veículos”. Os tais guard-rails são blocos de concreto cheios, projetados para segurar impactos de veículos na velocidade média da avenida, de 60 quilômetros por hora. Além disso, Valéria comenta que está sendo feito um estudo de urbanização para o local, que “vai surpreender muito a população”.

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