Preparação para a corrida


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QUASE PRONTO - O candidato Cristiano Rodrigues (à direita) observa layout de seu material de campanha, ao lado do irmão André Soares; poucos gastos
QUASE PRONTO - O candidato Cristiano Rodrigues (à direita) observa layout de seu material de campanha, ao lado do irmão André Soares; poucos gastos
A partir do próximo domingo, estará aberta a temporada em que você, leitor, receberá visitas surpreendentes em sua casa ou será abordado na rua por candidatos e cabos eleitorais pedindo o seu voto para as eleições municipais, que acontecem em 5 de outubro. Começa, oficialmente, neste domingo, a campanha para os pretendentes aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Em Franca, os cinco candidatos a prefeito e os cerca de 300 inscritos à disputa pela Câmara Municipal ainda não definiram suas estratégias para conquistar o eleitor. Pelo menos, até o final da semana, poucos serão os impressos prontos ou programas de rádio e televisão já gravados. Algumas coligações ainda nem finalizaram a escolha de nomes das equipes que trabalharão diretamente com os candidatos. Quem tem o cenário mais favorável é a coligação “Somos Todos Franca”, que apóia a reeleição do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). A favor dos tucanos, a liderança nas pesquisas e o grande número de partidos parceiros (dez ao todo). A conseqüência disso é o maior tempo na propaganda de rádio e televisão (18 minutos em cada 30 de exibição). O presidente do diretório do PSDB em Franca, Wagner Artiaga, destaca os prós e contras nessa questão. “Ao mesmo tempo em que temos tranqüilidade para apresentar nossa proposta para o eleitor, com 60% do tempo de propaganda, corremos o risco da superexposição ou de um programa pouco dinâmico”, disse. Com o tempo maior, a coligação busca alternativas para evitar a superexposição de Sidnei Rocha. “Precisamos de uma estratégia eficiente para não cansar o público”, destacou Artiaga, que não revela detalhes sobre qual seria essa estratégia, nem quanto o PSDB pretende gastar no período. Mistério sobre plano de campanha não é exclusividade dos tucanos. O PT e a coligação “A Vontade do Povo”, tem a mesma medida de não divulgar informações sobre os planos da candidatura de Gilson Pelizaro. José Eduardo David, presidente do diretório petista em Franca, é firme em sua declaração. “Manteremos sigilo em tudo por enquanto. Não podemos abrir o jogo, senão entregamos nossos planos aos adversários”. Quando o assunto são as finanças da candidatura de Pelizaro, o segredo é ainda maior. “Não vamos informar nada, por enquanto”. JOGO ABERTO Com planos mais modestos de gastos, e menos suspense, Cristiano Rodrigues (PV), candidato da coligação “Nova Geração”, não concluiu o orçamento de sua campanha, pois ainda faltam detalhes de produção a serem discutidos. “Pretendemos nos diferenciar em nossa candidatura. Com certeza, nosso gasto será bem menor que o do Sidnei ou do Pelizaro”, adiantou. Economia também é a máxima de Jorge Martins (PSOL), o único que citou um valor estimado de sua campanha a prefeito. O candidato pretende investir R$ 15 mil, a maior parte destes recursos do próprio bolso. “Não farei aventuras financeiras, mas quero me esforçar por uma campanha digna de disputa”, afirmou. Com a legislação eleitoral mais rígida, que impõe uma série de restrições, a criatividade e o “corpo-a-corpo” serão fundamentais para conquistar o maior número de eleitores. Outro fator importante para o candidatos durante suas campanhas será combater a rejeição pensando no segundo turno, que acontece em Franca neste ano pela primeira vez na história das eleições municipais.

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