Caratê fica com 13 medalhas e vaga na ‘Olimpíada Caipira’


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As lutadoras Camille Santos, Camila Corte e Ruth Souza (esq. para dir.) demonstram golpes na disputa do kata durante os Jogos Regionais. Na categoria luta, Ruth teve uma luxação na mão, mas conseguiu ficar com um ouro
As lutadoras Camille Santos, Camila Corte e Ruth Souza (esq. para dir.) demonstram golpes na disputa do kata durante os Jogos Regionais. Na categoria luta, Ruth teve uma luxação na mão, mas conseguiu ficar com um ouro
A principal modalidade a somar pontos e medalhas para Franca nos Jogos Regionais ontem foi o caratê, que também foi o primeiro esporte a terminar na competição. A equipe da cidade somou 13 medalhas, oito só de ouro, e ficou com o segundo lugar geral tanto no masculino, como no feminino. Ribeirão Preto venceu as duas. Esse resultado garantiu a equipe nos Jogos Abertos deste ano, a chamada “Olimpíada Caipira”, que acontece em setembro. O caratê foi realizado em um só dia e no relatório divulgado pela organização dos Jogos, Ribeirão Preto somou 71 pontos, Franca 69 e Araraquara 53, pelo masculino. O resultado final do feminino terminou com Ribeirão totalizando 50 pontos, Franca 43 e Araraquara 39. Com isso, a rivalidade antiga entre a capital do calçado e a califórnia brasileira acirrou-se ainda mais. Desde o início das lutas do caratê, as torcidas, formadas praticamente pelos lutadores dos dois municípios, levantaram as bandeiras e gritaram muito para incentivar cada um dos lados favoritos. O que se ouvia das arquibancadas eram “Vai, chuta!”, ou “Raça, raça!”. Uma das lutas mais disputadas, dentro e fora do tatame, foi a semifinal da categoria kumite leve. Pela do lado de Franca, Tony Jobson estava com vantagem e os companheiros de equipe dele o incentivavam a cada golpe bem dado. “Dá um chute na cabeça!”, gritavam os outros lutadores da equipe local. Quando Tony fraquejava por alguns instantes, o apoio vinha logo em seguida. “Raça, Tony! Vamos lá”. E apesar do fato de grande parte da equipe de representação da cidade ter sido contratada, todos os lutadores assumiram estar defendendo uma só bandeira quando eram para comemorar: “Franca, Franca!”, gritavam. Pelo que foi apurado, cada lutador recebeu R$ 500, mas com a obrigação de conquistar o ouro. “Apesar da maioria vir de fora, eles já competem desde 2006 juntos. Um torce pelo sucesso do outro”, contou o técnico, Marcos Roberto Alves. Só Heitor Deus e Pâmela Silvério são francanos. Ele ficou com ouro por equipe no kumite e ela com a prata no kata.

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