Paralisação de professores perde força


| Tempo de leitura: 2 min
A greve dos professores da rede estadual de ensino, iniciada há 17 dias, está perdendo força na cidade. O diretor da Apeoesp (Associação de Professores do Ensino Oficial Estado de São Paulo), Luiz Gonzaga José, disse ontem que nenhuma das escolas da cidade ou da região está com as atividades completamente paralisadas e que apenas 5% dos professores (no máximo 150 profissionais) continuam de braços cruzados. O número apresentado pela Apeosp é pouca coisa maior que o apontado pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, para quem apenas 2% dos 2.362 professores da rede continuam parados. Há 15 dias, o movimento grevista nas escolas locais chegou a contar com a adesão de 60% dos professores, o que fez com que 14 escolas fechassem as portas e outras 10 ficassem parcialmente paralisadas. Para o diretor da associação, o motivo da greve ter perdido força seria a pressão da Diretoria de Ensino e da direção de algumas escolas. “Nós sofremos uma pressão muito grande. Para se ter uma idéia, algumas escolas de Franca colocaram professores eventuais no lugar dos titulares. Isso é proibido por lei. Houve essa prática por parte de algumas escolas, talvez até orientada pela Diretoria Regional de Ensino, além das pressões, os professores grevistas ainda sofreram ameaças de punição e abandono de cargo. Tudo isso desmobilizou bastante”, disse Gonzaga. Outro ponto que contribuiu para que a greve perdesse força foi a aprovação pela Assembléia Legislativa do Estado, na segunda-feira, do aumento de até 12,2% no salário-base dos servidores do Quadro de Magistério. Apesar da queda de adesão, Gonzaga disse que a greve continua, pelo menos até amanhã. “Houve uma desmobilização, mas a greve não acaba. Ela só vai acabar com a assembléia dos professores em São Paulo, na sexta-feira”. A diretora regional de Ensino em Franca, Ivani Marchesi, foi procurada para comentar a acusação de pressão e ameaças, mas não foi encontrada. Na sede da diretoria, informaram que ela não estava. Na segunda tentativa, disseram que ela estaria em reunião e não poderia atender à reportagem. SUBSTITUTOS No final da noite de ontem, a Secretaria de Educação de São Paulo emitiu uma nota informando que vai convocar professores para substituir os grevistas. De acordo com a nota divulgada, “a secretaria liberou a convocação de professores substitutos, todos já cadastrados nas 91 Diretorias de Ensino da rede. São cerca de 20 mil profissionais que já atuam na rede e podem ser chamados. Sendo assim, os professores faltantes não precisarão repor aulas, ficando sem remuneração por esta reposição.” Além disso, a secretaria alega que a greve é corporativista e “organizada por um sindicato, a Apeoesp, que não tem pensado nos alunos, na melhoria da qualidade do ensino na rede estadual paulista”.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários