Loja de móveis fecha e dá calote em dezenas de clientes em Franca


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O sonho de ter um móvel novo e feito sob medida se tornou um pesadelo para dezenas de pessoas. Uma empresa que fabrica móveis planejados fechou as portas, dando um prejuízo que, segundo a polícia, pode ultrapassar a casa dos R$ 50 mil. Seis clientes denunciaram o caso à polícia e outros 15 apresentaram reclamações no Procon de Franca. As vítimas pagaram parte dos móveis comprados, mas a loja não entregou os materiais. As denúncias começaram em maio. Somente no 3º Distrito Policial, seis inquéritos de estelionato foram instaurados. As vítimas são funcionários públicos, empresários, vendedores, advogados e até médicos. Nas queixas, sempre a mesma história. Os clientes acusam a empresa de móveis Maceratta, que funcionava na Avenida Presidente Vargas, de não cumprir o prometido e fechar as portas sem entregar os móveis comprado. O caso mais recente é do comerciante RADG, 32, morador na Vila Totóli. Em abril deste ano, ele comprou uma cozinha modulada, pagando por ela R$ 4,9 mil, divididos em dez prestações de R$ 490. “Paguei dez cheques para o dono da loja. Ele prometeu entregar a mercadoria no prazo de 30 dias. Um cheque foi compensado. Como estavam demorando a entregar, fui até a loja e descobri que ela não existe mais. Na delegacia, fiquei sabendo de outras vítimas que caíram no golpe como eu”, disse o comerciante lesado. A polícia ainda não ouviu o dono da loja. “Estamos ouvindo as vítimas, mas já instauramos inquéritos de estelionatos. Algumas pessoas que nos procuraram disseram que o comerciante fechou a empresa e não entregou os móveis comprados. Até o ano passado, ele cumpria os compromissos, mas, neste ano, passou a não fazer o combinado”, disse o delegado Marcelo Rodrigues, responsável pelas investigações. Em cada situação, o proprietário da loja Maceratta, agiu de uma maneira. Uma agente de saúde que não quis se identificar perdeu mais de R$ 1 mil. A empresa só entregou parte da mercadoria que ela comprou. “Recebi apenas um dos móveis. Eles ficaram de me entregar o restante em 15 dias. Isso foi em janeiro. Até hoje não cumpriram o acordo. Tive que sustar o restante do pagamento, mas, mesmo assim, perdi um pouco do dinheiro”, disse a cliente. A reportagem do Comércio procurou o endereço da loja e constatou que ela não funciona mais na Avenida Presidente Vargas há cerca de dois meses. Hoje, no prédio, existe uma farmácia de manipulação. Num endereço da Avenida Brasil, apontado por alguns vizinhos como sendo o novo local de trabalho da empresa, nada foi localizado. O Comércio também tentou localizá-lo por telefone, mas seu nome e o da empresa não constam da lista. O comerciante responsável pelo suposto golpe já responde a processo no Ministério Público. As denúncias feitas no Procon foram encaminhadas para promotoria, onde audiências já aconteceram, mas sem acordo. (Leia texto no apoio).

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