Móveis que não foram entregues, prazos não cumpridos, cheques descontados em financeiras. Estas são apenas algumas das denúncias feitas no Procon de Franca contra a Maceratta Móveis Planejados. No total, 15 reclamações foram protocoladas.
Há cerca de dois meses, o órgão de defesa do consumidor vem tentado negociar com o proprietário da empresa uma melhor maneira de resolver as denúncias feitas pelos clientes. Como não havia solução para os problemas, os casos foram relatados ao Ministério Público.
Segundo o diretor do Procon-Franca, José Antônio Ribeiro Guimarães, o dono da loja Maceratta já havia sido multado pelo órgão por não cumprir alguns acordos. “Quando a loja estava em funcionamento, fomos conferir uma reclamação do ano passado. O empresário se comprometeu a entregar o produto, mas descumpriu o acordo. Já tínhamos tomado providências contra esta empresa, mas novos casos surgiram e enviamos as denúncias ao Ministério Público”, disse Guimarães.
Ontem, uma nova audiência entre promotoria, clientes e o acusado voltou a acontecer. O dono da Maceratta apresentou sua proposta, mas ela não foi aceita. “Ele queria prorrogar a dívida para dez meses, negociar os cheques dos clientes nas financeiras, mas ninguém concordou com medo de serem negativados. Tentamos fazer acordos, mas não houve a possibilidade”, disse o diretor do Procon.
Foram 15 processos de clientes lesados protocolados na promotoria e mais seis ocorrências policiais registradas. Diante da situação de não acordo com as partes envolvidas, o Ministério Público instaurou inquérito civil contra o comerciante. “De momento, este comerciante não vai poder exercer mais atividades comerciais em Franca. Mesmo porque ele está supostamente falido. Ele foi multado em R$ 1,5 mil pelo Procon e as pessoas que nos procurarem serão orientadas a denunciá-lo também no crime de estelionato”, disse José Antônio.
Na audiência do Ministério Público, ficou definido que será impetrado um pedido de liminar para que os cheques passados pelos clientes não sejam negativados.
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