Idealizada por oito times paulistas que romperam com a CBB (Confederação Brasileira de Basquete), a primeira edição da Supercopa de Basquete, que foi vencida pelo Unimed/Franca, significou uma vitória política para o clube francano, uma vez que a CBB já sinalizou que negociará a realização da Liga Nacional, promovendo a reunificação do basquete nacional.
Se o sucesso político da competição foi notório, o mesmo não se pode dizer da parte financeira. José Guilherme Calil Maia, ex-presidente do Franca Basquete, afirmou que o clube acumulou prejuízo de R$ 60 mil durante a disputa.
Uma das principais causas do déficit foi a realização dos double-games (as equipes jogavam duas partidas seguidas no mesmo local). “Tínhamos que permanecer dois dias fora de Franca, e às vezes isso gerava até três diárias de hotel para a nossa delegação. Isso sem contar despesas de alimentação e transporte, que também não eram baixas”, disse Calil.
Outro fator que agravou o problema financeiro foi a baixa freqüência de torcedores no Ginásio do Póli durante a fase de classificação da Supercopa. “A renda que obtivemos na bilheteria não era suficiente para bancar as despesas com seguranças e Polícia Militar. Isso sem contar os gastos com arbitragem, pois na Supercopa o clube mandante tinha que bancar estas taxas, além dos custos de hospedagem, alimentação e transporte dos juízes”, completou.
O ex-presidente afirmou que somente nos playoffs o Franca Basquete não ficou no prejuízo. “Tradicionalmente o torcedor francano comparece em decisões, e desta vez não foi diferente, o que amenizou nosso problema. Nas partidas decisivas contra Paulistano e Assis, que foram realizadas em Franca, tivemos um público maior, o que melhorou a renda”, finalizou Calil.
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