Duas mulheres foram presas em flagrante neste domingo tentando entrar com drogas e um aparelho celular na cadeia de Pedregulho. As acusadas foram a mãe e a namorada de um dos detentos. Para despistar a polícia, elas esconderam o entorpecente e o telefone, de 11 cm de comprimento e cerca de 1,5 cm de largura, dentro da vagina. Somente através de exame de raio-X feito na Santa Casa do município é que a droga e o aparelho puderam ser encontrados.
Num trabalho que demorou cerca de um mês, policiais civis de Pedregulho prenderam duas mulheres por tráfico de drogas e associação para o tráfico. EFS, 44, e APGC, 19, mãe e namorada de WGN, 18, que está preso por tráfico de drogas, levavam consigo um aparelho celular e cerca de trinta gramas de maconha introduzidos nas partes íntimas. “Notamos que os presos estavam tendo comportamentos estranhos, típicos de quem faz uso de drogas. Passamos a investigar e a monitorar as visitas do fim de semana. Descobrimos que a mãe de um detento poderia estar trazendo a droga”, disse o delegado Adolfo Domingos da Silva.
Com a informação e um trabalho de persistência, os policiais, passaram a vigiar a visitação da mulher. Ontem, alguns policiais ficaram na estação rodoviária e outros nas proximidades do presídio, aguardando a mulher, que, desta vez, veio com a nora.
“Elas usaram um táxi para vir de Rifaina direto para a cadeia. Com a chegada, foram indagadas sobre o transporte de drogas, como negaram e em revista pessoal nada se localizou, foram conduzidas à Santa Casa, onde passaram pelo raio-X. Ficou clara a existência de um celular na vagina de uma delas e a droga na da outra”, disse delegado.
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Para que o material não fosse descoberto numa revista de rotina antes da visita, as mulheres colocaram o celular e 30 gramas de maconha em preservativos. Ambas introduziram os objetos nos órgãos genitais de maneira que não ficassem à vista. “Elas introduziram o material até os extremos de maneira que não daria para ser flagrado na revista. Para retirar, elas iriam introduzir as mãos e puxar a camisinha”, disse Adolfo.
O esquema criminoso foi confirmado no interrogatório da mãe do detento. Ela confessou que entregaria a droga para o filho, que seria viciado em maconha. A polícia vai investigar se o filho dela estaria vendendo entorpecentes para outros presos da cadeia de Pedregulho. Ele foi transferido para a cadeia de Franca, enquanto que sua mãe e namorada foram encaminhadas para a cadeia feminina de Batatais.
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