Os vereadores de Franca planejam fazer, em sua maioria, campanhas econômicas na busca pela reeleição, em cinco de outubro. Dos 13 que tentarão mais um mandato, 11 foram ouvidos acerca de suas estratégias. Todos disseram que contarão mais com os “chegados” do que com dinheiro, seja de recursos próprios ou doações de colaboradores. A estimativa vai de R$ 3 mil a R$ 25 mil. Em média, cada parlamentar deverá gastar R$ 11 mil.
Um dos que se enquadram nessa perspectiva de contar com os amigos é Zezinho Cabeleireiro (PTB). Ele falou que não mexerá no bolso para o pleito. “Não é que eu não quero, é que eu não tenho condição para isso. O dinheiro que entrar é de doação de algum amigo. No máximo, minha campanha ficará em R$ 5 mil”, disse.
Situação parecida com a de Maurício Chináglia (PSB). Ele afirmou que pretende gastar o mesmo que na campanha passada, em 2004, entre R$ 5 mil e R$ 8 mil. “Eu mesmo não tenho dinheiro, mas sempre há pessoas que gostam do trabalho da gente e querem ajudar”.
Entre os vereadores que mais deverão injetar recursos na campanha estão Rui Engrácia (PSDB), Joaquim Ribeiro e Valter Gomes, ambos do PSB. Embora não tenham ainda um valor fechado, estimam que serão despendidos acima de R$ 20 mil. “É o partido que determina as bases da campanha, mas é necessário pelo menos esse valor para fazer uma campanha razoável”, disse Gomes.
Entre os entrevistados, nenhum acenou para a contratação de cabos eleitorais. A maioria do dinheiro deverá ser gasto com a elaboração de santinhos e panfletos, uns dos poucos meios de propaganda política que serão permitidos pelo Tribunal Superior Eleitoral para a campanha deste ano. “Vou fazer só cartões, tipo de visita, e entregar nas casas das pessoas, como fiz na outra eleição. Minha equipe será eu e minha família”, disse Marcelo Valim.
Para Donizete da Farmácia (PMN) é bobagem investir muito. Ele disse que gastará, no máximo, R$ 5 mil e que contará com amigos e familiares para difundir sua candidatura. “Da primeira vez, ganhei no boca a boca e muita gente nem me conhecia. Agora ficará mais fácil. Além disso, muita gente fez campanhas como se fosse para prefeito e perdeu. Gastar é bobagem”, afirmou.
‘PREFEITÁVEIS’
Entre as candidaturas à Prefeitura, ninguém sabe ou não revela quanto será gasto. O atual prefeito, Sidnei Rocha (PSDB), na convenção de seu partido no sábado, com as dez legendas que o apóiam, disse que não há estimativa fechada ainda e que “as definições serão feitas somente na próxima semana”.
Já o grupo formado por PT, PPS e PC do B que confirmou participação no sábado, determinou o teto de gastos em R$ 350 mil. O dinheiro, segundo o presidente do diretório municipal, José Eduardo David, deverá vir dos próprios partidos e de doações de militantes. “Contamos com filiados muito fiéis e se vier recursos partidários também ajudarão muito”, disse.
O candidato do PV, professor Cristiano Rodrigues, não foi encontrado no sábado para falar sobre os investimentos de sua campanha, o mesmo ocorrendo com o sindicalista e advogado Jorge Martins, que deverá disputar a Prefeitura pelo PSol.
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