Neste domingo, a Igreja celebra os apóstolos Pedro e Paulo, chamados de “colunas mestras da Igreja”. Ontem, dia 28, teve início o Ano Paulino no mundo católico, comemorando os 2 mil anos do nascimento de São Paulo.
São Pedro e São Paulo sofreram o martírio em Roma. Pedro foi crucificado e Paulo foi decapitado. Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo anunciou a Boa Nova, manifestando às nações o Evangelho da salvação.
Hoje a Igreja reza pelo Papa Bento XVI, sucessor dos apóstolos, o Pedro do nosso tempo. A primeira leitura é retirada dos Atos dos Apóstolos. O ponto que se destaca é a frase que Pedro pronuncia quando sente que, por intervenção divina, está livre do cárcere: “Agora, diz, vejo que Deus mandou verdadeiramente o seu anjo e me livrou da mão de Herodes”.
Ele reconhece que a salvação é obra do Senhor. Isso que lhe aconteceu constitui uma lição para todos os discípulos: Deus jamais abandona quem põe sua vida em perigo pelo evangelho. Pedro e Paulo experimentam esta realidade em Roma, quando são perseguidos por Nero.
Ser fiel à vocação cristã não é fácil, pois, esta fidelidade faz caminhar de encontro ao sofrimento, à solidão, à incompreensão e à marginalização.
Existem muitas situações-provações que servem como teste para o cristão demonstrar a sua fé: as ironias, as perseguições, as críticas, etc, em ambientes que não apóiam, nem respeitam a decisão religiosa de cada um.
Mas... aquele que persevera, não fica desapontado, pois, Deus protege aqueles que anunciam e edificam o seu Reino.
A segunda leitura é um trecho da segunda carta a Timóteo. É o último escrito de Paulo. Ele, após a conversão, transforma-se no maior pregador da Boa Nova de Cristo. Preso na cadeia em Roma, registra que não tem mais esperanças de ser libertado. O apóstolo dos Gentios está certo de que seu fim (o martírio) está próximo: “Meu sangue está para ser derramado em libação, e chegou o tempo da minha partida”.
Ele está certo que passará pelo mesmo suplício do Filho de Deus. Para o apóstolo que “combateu o bom combate, terminou a sua corrida, conservando a fé”, está alegre pela proximidade da libertação que é o ingresso no Reino eterno. Pedro e Paulo mostram-nos com que dedicação, com que desinteresse, com que amor, com que coragem deve ser desenvolvido o ministério do anúncio do Evangelho.
E no evangelho narrado por São Mateus, os discípulos são estimulados a darem uma resposta sobre a identidade de Jesus. Diante da pergunta que Jesus faz: “quem dizem os homens que é o Filho de Deus?”, os discípulos vão narrando os comentários que circulam entre o povo sobre a pessoa de Jesus. Ele quer saber também, e de modo especial, quem Ele é para os seus discípulos?
Pedro se torna o porta-voz da comunidade dos discípulos: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”. Jesus fica satisfeito e diz a Pedro: “Você é Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja”. Pedro tem um poder e uma autoridade especial diante de toda a Igreja. Sua liderança deverá constituir-se em centro de unidade da comunidade que Cristo edificou com sua vida, morte e ressurreição.
A fé que Pedro professa é o fundamento sólido da Igreja. Todos aqueles que, como Pedro, professam a fé em Jesus Cristo Filho do Deus vivo, passam a fazer parte deste edifício solidíssimo que jamais ruirá.
A Igreja tem, no bispo de Roma, o Papa, o encarregado de manter a unidade na fé em Cristo professada por Pedro.
O próprio Pedro, na sua primeira carta dita os critérios de comportamento de quem é chamado a desenvolver o ministério da presidência na comunidade: “Velai, diz aos anciãos, sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação; não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho. E quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível da glória” (1Pd 5, 2-4).
ANO PAULINO EM FRANCA
Em comunhão com o Papa Bento XVI, o nosso Bispo Diocesano, Dom Caetano, abrirá o “Ano Paulino” na Diocese, no dia 11 de julho, ás 19h30, na Catedral. Durante a celebração serão concedidas Indulgências Plenárias conforme orienta o Santo Padre. Estas indulgências serão estendidas até o dia 29 de junho de 2009 na Catedral e nas capelas que têm São Paulo como patrono.
IMIGRANTES JAPONESES
Comemorando o centenário da chegada dos primeiros imigrantes japoneses ao Brasil, sabe-se que a grande maioria era constituída por budistas ou ligados às religiões orientais. O convívio com as famílias brasileiras aumentou entre os japoneses o interesse pela fé cristã. A estimativa atual é que cerca de 60% dos nipo-brasileiros se tornaram católicos, 25% dos imigrantes japoneses e descendentes permaneceram budistas ou seguindo alguma religião oriental.
DOM DIÓGENES BISPO EMÉRITO E ESCRITOR
Durante um período do seu tempo como bispo emérito, Dom Diógenes preparou e lançará um livro sobre “Santa Gianna”, no dia 25 de julho, às 20h, no Salão Papa Paulo VI. Todos sabem da ligação de Franca com esta santa, pois aqui aconteceu o milagre que a levou aos altares. Santa Gianna roga por nós diuturnamente. O livro é publicado no ano em que a Campanha da Fraternidade tratou do tema “Escolhe, pois, a vida”. Ela é a médica italiana que preferiu morrer a permitir que matassem sua filha no ventre em prol de sua própria vida. Participe!
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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