Uma semana depois de entrar em vigor, a nova lei seca, que proíbe quem for dirigir de consumir qualquer quantidade de bebida alcoólica, começa a ter efeitos em Franca. Na madrugada de ontem, dois motoristas foram presos em flagrante por embriaguez ao volante.
Em um dos casos, o condutor do veículo chegou a se envolver num acidente de trânsito sem vítimas. Pagou fiança e foi liberado, mas teve a CNH suspensa e ainda levou quatro multas. Na outra ocorrência, um motociclista embriagado foi preso em flagrante quando dirigia a moto emprestada do cunhado.
O representante comercial DCCR, 37, morador no Jardim Consolação, dirigia um Gol 2004 e, quando estava perto de sua casa, bateu em um outro veículo. A polícia foi chamada e constatou que o motorista apresentava estado de embriaguez. Soldados da Polícia Rodoviária emprestaram o aparelho de bafômetro, que indicou nível de álcool acima do exigido por lei. O representante teve que pagar R$ 400 de fiança para não ser recolhido à cadeia.
Em outro caso, o operador de máquinas DAS, 30, morador na Vila Santa Terezinha, foi surpreendido pela polícia, pilotando uma moto em visível estado de embriaguez. Na garupa da moto, estava uma mulher. Ele foi parado pelos soldados e apresentado no Plantão de Polícia. O operador não é habilitado e estava com a moto emprestada do cunhado. Foi feito o flagrante e o acusado pagou fiança de R$ 350. A motocicleta foi recolhida ao pátio da Prefeitura e levou R$ 2 mil de multa. Ambos os motoristas flagrados dirigindo bêbados vão responder a processo em liberdade.
Pela “lei seca”, qualquer ingestão de álcool gera multa de R$ 955, apreensão do veículo e suspensão por um ano do direito de dirigir. O motorista recebe sete pontos na carteira por cometer infração gravíssima e corre o risco de ser preso. Antes, era permitida a ingestão de até seis decigramas de álcool por litro de sangue (o equivalente a dois copos de cerveja). Hoje não mais.
ALTERNATIVAS
Apesar das punições, muitos motoristas continuam a freqüentar as baladas noturnas sem se preocupar com o consumo de bebidas alcoólicas. Um simples copo de chope pode dar muita dor de cabeça ao condutor de veículo que descumprir a lei de tolerância zero à associação de álcool e direção, por isso a reportagem do Comércio elencou algumas alternativas para os motoristas que ainda mantêm aquele velho hábito de tomar um chopinho para descontrair com os amigos.
A primeira delas é usar o já tradicional táxi com tarifa pré-fixada em R$ 10, valor que pode variar se cada um dos amigos morar em uma região da cidade. Grupos maiores podem optar pela contratação do serviço de van. O veículo leva e traz com horários combinados. João Divino Facirolli, que trabalha com uma van, diz que é possível transportar até 15 pessoas por R$ 100. “A van pegaria em casa e largaria. Seria uma vantagem para a pessoa que gosta de beber”. No caso de 15 pessoas, cada um teria que desembolsar R$ 6,66.
Até mesmo os bares pensam em uma forma de não afastar os clientes por causa da dificuldade do retorno. Luciano Carvalho, do Boteco do Lu, já tem uma alternativa. “O projeto seria colocar táxis na porta. O cliente ligaria no bar chamando o táxi para buscá-lo e depois levá-lo. A gente está levantando os custos para o bar pagar uma parte e o cliente a outra. Estou negociando isso”.
Marcelo Guillen, do Picanha na Tábua, com medo de uma possível queda no número de clientes, também pensa em uma alternativa. “Estou pensando em contratar uma van, alguma coisa vai ter que ser feita”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.