Dólar em queda, negócios idem


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Para o agente de exportação Cassiano Pimentel, o número de empresas exportadoras não deve continuar crescendo, mas, provavelmente, o volume de exportações seguirá caindo. Segundo ele, o principal vilão deste esfriamento de mercado é o dólar. “Com a moeda mais barata, você vende menos e deixa de ser chamativo para os atacadistas, que vêem sua margem de lucros reduzir”, disse. O setor calçadista ainda lidera com folga as exportações (R$ 205 milhões). Mas de acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca, Jorge Félix Donadelli, a má fase dos negócios estrangeiros é evidente. “Os grandes clientes não compram sapatos caros e a tática é vender em menor escala para investidores menores”, disse o presidente. Só no primeiro trimestre deste ano, a queda das vendas já chega a 13%. Uma empresa que exporta produtos químicos para calçados, couros e plástico sentiu esta diferença e contabiliza redução nas vendas para o exterior que já chega aos R$ 200 mil. O dono desta empresa, Leandro Dourado Maniglia, tem esperanças. “Esta queda do dólar está castigando a gente, mas tenho esperanças de melhoras e não vou parar de exportar”, disse. Em terras internacionais desde 2002, ele diz que não valeria ingressar neste mercado hoje. “Eu tentaria apenas por curiosidade”, disse.

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