O zumbido de abelhas pode não ser agradável. Mas os resultados alcançados com a sua criação e, conseqüentemente, com a produção do mel motivaram a Prefeitura de Franca, por meio da Divisão de Atividades Produtivas, a incentivar a apicultura entre agricultores de Franca e região.
A iniciativa inclui um curso, que ensina como começar a criação e as principais e mais modernas técnicas de manejo. Além disso, ainda oferece todo o suporte técnico para centrifugar, filtrar, decantar e envasar o mel. O curso é em parceria com o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).
A idéia da Prefeitura é fazer com que a apicultura se torne a principal atividade geradora de renda do agricultor. Atualmente dos 30 criadores acompanhados pela Divisão, apenas seis deles vivem exclusivamente da criação de abelhas. “Queremos aumentar o número de criadores e qualificar os que têm a apicultura como renda secundária para disputar o mercado consumidor e transformá-la na principal geradora de renda”, disse Heitor Lima, diretor da Divisão de Atividades Produtivas.
O investimento na construção de um apiário é considerado baixo, gira em torno de R$ 1500 (dez colméias e mais enxames), podendo propiciar um retorno financeiro de R$ 15 mil anuais no prazo de 12 meses. As caixas com as colméias devem ficar em áreas abertas ou ociosas, como APPs (Áreas de Preservação Permanente), e longe de culturas onde são utilizados agrotóxicos.
É necessário também adquirir equipamentos como roupas e luvas apropriadas, além de um fumegador, que, juntos, custam em torno de R$ 150, para o manejo das colméias. “As abelhas produzem mel, pelo menos, três vezes ao ano, mas as visitas ao apiário devem ser mensais ou até quinzenais e cercadas de todos os cuidados”, explicou Célio Augusto Rodrigues, técnico em agropecuária.
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Cada colméia produz, em média, 15 quilos de mel ao fim das três safras (junho, setembro e novembro), produção que, envasada, pode ser vendida para farmácias, supermercados, varejões e lojas especializadas. “No restante dos meses não há produção de mel, mas o criador precisa preparar as abelhas para a próxima florada”, disse Rodrigues, que no período da entressafra alimenta as abelhas com uma ração à base de soja e milho. O objetivo é deixá-las fortes para que possam aproveitar a safra das flores logo nos primeiros dias.
“É um investimento que vale a pena e pode ser tocado em parceria com outro tipo de cultura, como produção de laranja ou eucalipto. O retorno vem logo no primeiro ano da criação”, afirmou o técnico.
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