Enquanto aguardava para prestar depoimento, o industrial falou com a reportagem do Comércio e negou as acusações. Acompanhe sua versão.
Comércio da Franca - O senhor mandou criminosos a Franca para seqüestrar Paulo Sérgio?
Israel Bianco - De forma alguma. Ele tem uma dívida grande comigo, de R$ 173 mil, e não me paga. Estou cansado de cobrar. Já vim outras vezes na casa dele e pedi. Ele está andando de Audi e tem chácara de 2 mil metros. Estou precisando do dinheiro. Estas pessoas falaram que faziam cobrança. Vieram aqui para isto. Tenho boa índole. Nunca passei por delegacia e não pensei em seqüestro.
Comércio - Conhecia as pessoas que contratou?
Israel - Não. Um deles foi na minha firma e conversou comigo. Ele sabia que este rapaz me devia. Depois, arrumou mais gente para ajudar a fazer a cobrança.
Comércio - Quanto ofereceu para que recebessem o dinheiro?
Israel - Entre 6 e 10% do valor da dívida.
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Comércio - O senhor trabalhou com o Paulo Sérgio? Foram sócios?
Israel - Nunca fomos sócios. Ele nunca foi funcionário meu. Apenas pegava meus tecidos e depois me pagava. Aos poucos, começou a me dar problema.
Comércio - Como foi passar os últimos dias na cadeia?
Israel - Está sendo um constrangimento muito grande, principalmente por causa de minha mãe, que tem 83 anos. É muito difícil.
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