‘Quero deixar minha história’


| Tempo de leitura: 2 min
Fabrício Silva Rodrigues mostra na tela do computador a capa do livro que escreveu. Jovem montou um site há dois anos
Fabrício Silva Rodrigues mostra na tela do computador a capa do livro que escreveu. Jovem montou um site há dois anos
Fabrício Silva Rodrigues, 27, nasceu com Distrofia Muscular de Duchenne. A doença é progressiva e atrofia os músculos, impedindo os movimentos. Mesmo com limitações, o jovem criou o site www.semeandoesperancas.com.br para contar sua história e falar de outros assuntos de que gosta. Autodidata, aprendeu a usar as ferramentas da internet sozinho. Como não movimenta os braços, trabalha com um teclado virtual e digita as letras com o mouse, usando apenas um dos dedos. O site de Fabrício tem registrado cerca de 30 acessos diferentes por dia. Comércio da Franca - Antes do site, você tinha um blog. Qual o objetivo de usar a internet para falar de você? Fabrício Rodrigues - Escrevia sobre minha dificuldade e minhas superações para motivar as pessoas a superarem dificuldades, como eu. Depois quis fazer algo maior, por isso criei o site, há cerca de dois anos. Comércio - E você aprendeu sozinho? Fabrício - Sim. Criei o blog primeiro porque era a forma mais fácil de me expressar pela internet. Foi difícil. No meu site, tem uma animação no topo e foi a parte mais difícil de aprender a fazer. Fui pesquisando na internet até conseguir. Primeiro, criei o layout e depois pensei o conteúdo. Além de depoimentos meus, tem uma parte que fala sobre solidariedade, sobre deficiência física, Síndrome de Duchenne e pesquisas com células-tronco. Comércio - O que você pretende passar para as pessoas com o site? Fabrício - Quero levar esperança, motivação e incentivo às pessoas. Quero contribuir para um mundo melhor. Quero deixar minha história. Comércio - O que você já conseguiu mudar com o blog e agora o site? Fabrício - Muitas pessoas leram, ficaram comovidas e gostaram do conteúdo, da idéia de levar esperança. O mais complicado é a divulgação. Comércio - Qual história pessoal você mais gosta de contar? Fabrício - Gosto de mostrar como enfrento meus limites, as barreiras que enfrento e que são muitas. Com a distrofia de Duchenne, sempre surge uma barreira nova, a situação piora. Sempre tenho de encontrar uma nova adaptação. Preciso vencer a tristeza para encontrar forças para enfrentar todas as dificuldades que tenho.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários