O inverno nem bem chegou e já movimenta a economia da cidade. Apesar de não haver dados oficiais sobre as vendas, comerciantes ouvidos pelo Comércio garantem que elas aumentaram até 30%. São lojas de roupas, cama, mesa e banho, restaurantes e farmácias que viram o movimento de clientes crescer nos últimos dias por causa da chegada do frio.
Uma das mais animadas é a empresária Odete Motta Procópio, da Odete Enxovais, que tem uma loja de produtos para cama, mesa e banho. Segundo ela, as vendas cresceram em relação ao inverno passado. “As vendas estão ótimas. Acredito que houve um aumento de 30%, em média, nas vendas”. Quando se trata da comercialização de edredons, a alta é ainda maior. No ano passado, a média de vendas era de dois a três peças por semana. Agora, a loja chega a vender até oito em uma mesma semana. Um aumento de 166%.
No Torra Torra, uma das mais populares lojas de Franca, a procura por artigos de inverno também está aquecida. A gerente da loja, Daniela Magalhães, disse não ter números exatos de comparação, mas garantiu que a comercialização de produtos cresceu. “As vendas estão muito boa. Está melhor do que no ano passado. Não tem como eu te falar o quanto aumentou, mas está muito bom”.
Entre os principais produtos citados por Daniela, estão moletons, cacharéis, jaquetas, cobertores e edredons. Ela ressalta ainda que a expectativa da população é de que faça frio e, com a queda da temperatura, as vendas devem se intensificar ainda mais. “Quando está frio, aumenta muito mais as vendas e as pessoas já estão esperando o frio”.
É o que pensa a consultora de vendas Teresa Chiarelo, que procurava um casaco para comprar. Ela diz que não comprou nada no ano passado e que acostuma comprar roupas de frio de acordo com a necessidade. “Tem que ser uma coisa de cada vez, até porque tem que esperar para ver o frio que vai fazer”.
O gerente da loja central do Magazine Luiza, Matias Taveira, também vê crescimento nas vendas da loja. “Nós estamos trabalhando com uma evolução de 20% nas vendas”. Matias aponta o crescimento de um produto específico, o umidificador de ar. “Esse é o segmento que é expansivo porque não tínhamos a cultura desse produto ser usado em casa. Geralmente ele era utilizado nos postos de saúde. Por isso, não temos como fazer essa projeção”.
REMÉDIOS EM ALTA
Com a chegada do clima seco e frio, a venda de medicamentos também aumenta. Alexandre Henrique Leonel, farmacêutico da Verde & Água, aponta que alguns remédios aumentaram até 30%. Como exemplo, ele cita os antigripais, remédios para tosses e descongestionante nasal. Em relação ao ano passado, Alexandre considera que as vendas estão no mesmo patamar de agora. Na Drogafarma, de acordo com Elizabete Pedrosa, uma dos sócios, também aponta aumento nas vendas, principalmente as de remédios relacionados à rinite, laringite e sinusite. Nenhum dos dois apresentou números de vendas.
No caso dos caldos, alimento típico desta época do ano, de acordo com Andreia Cristina de Paula, da Caldos & Companhia, as vendas estão como no ano passado, mas 50% a mais do que em outras épocas do ano.
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