Uma assembléia que será realizada hoje à tarde,em São Paulo, decidirá sobre a manutenção ou não da greve dos professores da rede estadual de ensino, que completa hoje 10 dias.
Ontem, às 15h, cerca de 50 professores ligados à Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) fizeram uma manifestação junto a alunos na Praça Nossa Senhora da Conceição para protestar contra as ações do governo do Estado.
O professor Luiz Fernando Pessoni, da Escola “Jerônimo Barbosa”, disse que o Estado tentou enganar a população. “A Secretaria da Educação tentou enganar a população dizendo que tivemos um reajuste de 12%. Isso não é verdade. O nosso reajuste foi de 5% e uma incorporação que nós tínhamos, de R$ 60 no salário base. Houve algumas modificações no decreto que punia os professores, mas essas mudanças ainda não atendem às nossas reivindicações”.
Além disso, o professor acusa a Diretoria Regional de Ensino de estar pressionando os professores a voltarem a dar aulas. “Teve ameaça de colocar faltas injustificadas para os professores. A legislação nos dá direito de ter falta justificada. Isso (a falta justificada) reafirma nosso compromisso de reposição das aulas perdidas.
Quando a Diretoria de Ensino coloca um professor substituto, o professor não tem continuidade do trabalho, o que prejudica os alunos”. Ivani Marchesi, dirigente de Ensino, não foi localizada ontem para comentar o assunto.
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