Número de mortos no trânsito cai pela metade


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Apesar do trânsito intenso em alguns pontos da cidade, como na Avenida Santos Dumont (ao lado), número de acidentes com vítimas fatais no perímetro urbano caiu de 21 para 11 em um ano
Apesar do trânsito intenso em alguns pontos da cidade, como na Avenida Santos Dumont (ao lado), número de acidentes com vítimas fatais no perímetro urbano caiu de 21 para 11 em um ano
O número de mortos em acidentes de trânsito no perímetro urbano de Franca caiu praticamente pela metade este ano. Foram 11 vítimas fatais entre janeiro e o último dia 25. Em 2007, no mesmo período, ocorreram 21 mortes. Em compensação, a quantidade de motociclistas envolvidos nos desastres aumentou de quatro, no ano passado, para nove em 2008. Os dados são da Secretaria Municipal de Governo e do arquivo do Comércio da Franca. Um dos fatores que pode ter colaborado para a diminuição global nos acidentes fatais foi a melhora da malha viária da cidade. De acordo com o secretário de Governo, Odair Tristão, com o recapeamento e sinalização de algumas das principais ruas e avenidas, o motorista tem condições de focar mais a atenção no tráfego de veículos e pedestres. “As pessoas se concentram no ato de dirigir sem se preocupar tanto com os buracos. Em uma via esburacada, o motorista tem a atenção dividida”, disse. “Os investimentos em sinalização chegam a R$ 1,6 milhão nos últimos 12 meses”. Para Tristão, o ponto negativo em se ter ruas com melhor condição de rodagem, até aqui, tem sido o aumento do envolvimento de motociclistas. Muitos, segundo ele, não respeitam as leis de trânsito, principalmente os limites de velocidade. Das 11 ocorrências com vítimas fatais do primeiro semestre, nove envolveram motociclistas, ou 82% do total. Em 2007, não chegou a 20%. Destas, cinco foram atropelamentos que resultaram na morte de quatro pedestres e um condutor. “O motoqueiro é quem mais deveria prestar atenção e obedecer, pois em um acidente com carro é sempre ele que levará a pior”, afirmou. Para o capitão Alexandre Wellington de Souza, comandante da Companhia de Força Tática, além da imprudência, a facilidade em se adquirir este tipo de veículo faz com que ele se multiplique nas ruas. “Está muito mais fácil comprar motos. Isso aumenta rapidamente os veículos em circulação”, disse o militar.

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