Acidentes mudam histórias de vida


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Os desastres de trânsito, mesmo quando não matam, deixam marcas na vida dos envolvidos. Exemplo disso é a história do encartador Édson Sebastião Moreira Borasqui, de apenas 20 anos. O dia 25 de setembro de 2007 ficará gravado da pior maneira possível em sua memória. Nesta data, um acidente de trânsito marcou sua vida para sempre. Após trabalhar durante toda a madrugada na sede do Comércio, Borasqui retornava de bicicleta para casa quando foi atropelado por um caminhão no cruzamento da Rua Arnulpho Lima com a Avenida Ismael Alonso y Alonso, Bairro São José. De acordo com testemunhas, além de desrespeitar o sinal vermelho, o condutor do veículo não prestou socorro à vítima, fugindo do local após colhê-la. Até hoje, não foi localizado pela polícia. Exatamente dez meses após o acidente, Édson está afastado do emprego e ainda faz tratamento para se recuperar dos ferimentos, que o deixaram 15 dias hospitalizado. O mais grave deles, um esmagamento na perna esquerda, não permite que o encartador caminhe normalmente. Os médicos chegaram a cogitar a amputação do membro. Como nem iniciou o tratamento fisioterápico, não existe sequer previsão para que o jovem receba alta médica e possa voltar a trabalhar. Apesar das seqüelas do acidente, Édson não guarda mágoa do motorista que o atropelou. “Peço a Deus que o abençoe e continue lhe dando forças para trabalhar. Não o conheço, mas também não sinto raiva nenhuma dele, porque todo mundo erra um dia”, disse. Ainda em recuperação, o encartador diz que a rotina de trabalho é o que ele mais sente falta. “A vontade de trabalhar é grande e espero em breve poder voltar para o jornal. Tenho muitos amigos e sinto falta daquele contato com as pessoas todos os dias”, finalizou.

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