O industrial Israel Bianco, 52, acusado de ser o mandante do seqüestro de um comerciante de Franca, no fim de maio, foi preso ontem pela Polícia Militar de Americana (SP). Ele estava com a prisão preventiva decretada pela Justiça de Franca a pedido da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e era considerado foragido. Bianco foi indiciado por extorsão, cárcere privado e formação de quadrilha. Os quatro criminosos presos em flagrante no dia do crime seguem recolhidos na cadeia do Jardim Guanabara.
Na terça-feira, 27 de maio, quatro criminosos da região de Campinas invadiram uma chácara localizada às margens da Rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG), e mantiveram a família do comerciante Paulo Sérgio de Souza, 39, como refém por quase quatro horas. O bando exigia R$ 175 mil.
Enquanto os comparsas vigiavam a mulher e quatro filhos da vítima, um dos bandidos seguiu com Paulo Sérgio até o Centro de Franca para tentar levantar dinheiro. Quando passavam pela Rua Prudente de Morais, na Cidade Nova, o comerciante avistou uma viatura da Polícia Militar, parou o carro e pediu socorro. Eduardo Alves de Lima, 26, foi preso no local, enquanto Rafael Ferreira da Rosa, 20, Michel Rosselo, 20, e um adolescente de 17 anos foram detidos logo depois. Em depoimento à polícia, disseram que vieram a Franca a mando de Israel Bianco para receber uma suposta dívida do comerciante. De acordo com a versão apresentada, eles ganhariam R$ 60 mil para fazer o “serviço”.
FORAGIDO
Diante das provas colhidas com a detenção dos quatro indivíduos que cometeram o crime, o delegado Márcio Garcia Murari pediu a prisão preventiva de Israel Bianco, dono de uma empresa fabricante de forros e malhas em Americana. No início de junho, a solicitação foi deferida e a Justiça de Franca expediu o mandado. O industrial, então, já havia desaparecido.
De posse do documento, policiais da DIG foram até Americana e fizeram buscas em diversos endereços, mas não encontraram Bianco. As Polícias Civil e Militar daquela cidade foram avisadas da ordem de prisão e ficaram sob alerta.
Na tarde de ontem, policiais militares receberam a informação de que Israel estava trabalhando em sua firma como se nada tivesse acontecido. Foram até a empresa - situada no Distrito Industrial de Americana - e o prenderam. “Não temos nenhuma dúvida do envolvimento dele. Tudo está perfeitamente comprovado. O Israel foi a peça principal de todo este crime, pois foi justamente o mandante”, afirmou o delegado Murari.
Após receber da DIG uma cópia do mandado de prisão, a polícia de Americana recolheu o industrial na cadeia pública de Sumaré. Ele nada falou sobre as acusações. “O interrogatório será feito em Franca, onde ele ficará preso. Amanhã (hoje) já vamos pedir ao juiz da Comarca de Sumaré para que Israel seja recambiado o mais rápido possível para a nossa cidade”, disse Murari.
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