Quem será o sócio?


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Um é impulsivo, cheio de idéias e não tem medo de discussão. O outro é conciliador e faz de tudo para evitar problemas. É basicamente entre esses dois perfis - o do empresário Henrique de Castro Sucasas e o do engenheiro Clodoaldo Araújo, respectivamente - que Roberto Justus terá de escolher hoje à noite, quando definirá, ao vivo, na final do Aprendiz 5 - o Sócio (Record), seu novo sócio. “Vai ser uma decisão difícil, os candidatos são muitos bons, e só ficaram aqueles que realmente mereceram”, diz Justus. O programa começa às 22h45. O vencedor sairá com R$ 2 milhões, sendo que metade do prêmio, o maior oferecido pela TV brasileira, será empregado na sociedade com o publicitário em uma das empresas dele - na edição passada, o vencedor investia o dinheiro em um projeto próprio. A última prova da atração mostrará os dois finalistas à frente de uma equipe - formada por alguns dos eliminados do programa - que teve de organizar, estruturar e promover um jogo beneficente de basquete oficial. Enquanto Sucasas comandou uma partida na cidade de São Caetano, Araújo fez o mesmo em Santo André. Além do faturamento dos dois candidatos, o desempenho na execução da tarefa será levado em conta na sala de reunião amanhã à noite. As estratégias escolhidas pelos finalistas do programa para a última prova do reality foram bem diferentes. Henrique optou pela venda de parte dos ingressos para a partida - ele aceitou também doações de agasalhos. Clodoaldo preferiu trocar as entradas por alimentos. Enquanto Roberto Justus vê qualidades nos dois candidatos, os familiares dos finalistas estão esperançosos. “O Henrique, desde cedo, tem perfil de empreendedor. Ele sempre correu atrás do que queria. Às vezes, as pessoas não entendem as atitudes dele, mas ele é só um cara determinado”, diz Rafaela Pereira Sucasas, irmã do empresário. Necy Mendes da Silva, tia de Clodoaldo, não tem dúvidas de que o sobrinho é o sócio ideal para Justus. “Ele é um homem dedicado e que respeita as pessoas”, elogia ela. Baseada nos perfis dos finalistas do reality, Márcia Toscano, analista de comportamento empresarial há 13 anos, diz que Henrique, por saber se defender muito bem, pode esconder suas fraquezas. “O Clodoaldo pode passar a impressão de ser menos brilhante, mas o lado desconhecido dele é menor. O Henrique parece que vai competir com o Justus, e isso não é bom para o negócio.” NOVAS PROVAS E AUDIÊNCIA MARCARAM QUINTA EDIÇÃO Aprendiz 5 - o Sócio chega hoje à final com um saldo para lá de positivo. Com média de audiência na casa dos 12 pontos, a quinta edição do reality deu à Record alguns minutos na liderança - no dia 20 de maio, foram 32 minutos à frente da Globo - e o recorde de 14 pontos, conquistados no quarto episódio. Além do bom desempenho no Ibope, o Aprendiz 5 trouxe algumas provas diferentes em relação às edições passadas. Logo na estréia, os 16 concorrentes foram surpreendidos por uma corrida de patos de borracha. No terceiro episódio, o programa inovou com um treinamento militar em que nenhum dos concorrentes foi demitido. “O Aprendiz cresceu e evoluiu muito nesta edição. O programa foi bem estruturado, tanto na produção quanto em sua parte editorial. A Record me deu espaço, e eu me senti muito confortável fazendo o programa. Consegui me envolver em todas as provas e me senti mais tranqüilo como apresentador. Claro que posso crescer muito mais, mas acredito que esteja em um ponto satisfatório”, avalia Roberto Justus. Por enquanto, o Aprendiz 6 ainda não saiu do papel, mas as negociações entre Justus e a Record já começaram. “Existem algumas conversas. Quero fazer algo diferente, só não quero mais procurar por um sócio”, adianta. “As pessoas adoram o programa e, por isso, é possível ter mais uma edição. Só precisamos saber como fazer.” PRIMEIRA VENCEDORA PREFERE HENRIQUE Vencedora da primeira edição do Aprendiz, Vivianne Ventura, hoje diretora de novos negócios do grupo Newcomm, é uma assídua telespectadora do reality show. Com experiência nas temidas salas de reunião do programa, a executiva diz que a decisão de hoje à noite não será nada fácil para Roberto Justus. “O Henrique e o Clodoaldo são pessoas muito diferentes. Os dois são excelentes profissionais. O primeiro é uma pessoa mais racional, sonha alto e não é tão bom no relacionamento com as pessoas. Já o Clodoaldo é um cara pé-no-chão, alegre e que tem facilidade em se relacionar com os outros. Mas, se fosse para ter um sócio, eu iria preferir o Henrique. Já ouvi o Justus dizer que ele prefere ter de segurar uma pessoa que sonha alto a empurrar alguém. Eu concordo.”

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