Cesta básica acumula alta de 51%


| Tempo de leitura: 2 min
Arroz, feijão e óleo estão entre os produtos da cesta básica com maior alta de preço nos últimos 12 meses. Variação entre junho de 2007 e junho de 2008 ultrapassou 51% de alta
Arroz, feijão e óleo estão entre os produtos da cesta básica com maior alta de preço nos últimos 12 meses. Variação entre junho de 2007 e junho de 2008 ultrapassou 51% de alta
O preço da cesta básica em junho tem deixado muita dona de casa de boca aberta, literalmente. O custo dos produtos que compõem a cesta acumulam um aumento de 51,71% em um ano, conforme mostra a pesquisa divulgada pelo Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef. O valor chega perto dos R$ 200. A cesta básica do Ipes é composta por 13 produtos (carne, leite, feijão, arroz, farinha de trigo, batata, tomate, pão francês, café, banana, açúcar, óleo de soja e manteiga). Em junho do ano passado, a cesta custava R$ 131,61. Em novembro, passou para R$ 166,49; dois meses depois chegou à casa dos R$ 185. No mês seguinte, apresentou queda, mas voltou a subir em março até alcançar o valor de R$ 199,66. Em comparação ao mês de maio, o aumento foi de 6,96%. Para o professor Hélio Braga Filho, pesquisador e coordenador do Ipes, a variação tem grande pressão do mercado internacional. “É um fenômeno mundial, um descompasso de oferta e demanda que se reflete no orçamento da família brasileira e, conseqüentemente, da francana”. Além disso, por causa do aumento da produção de biocombustíveis no mundo, que ocupa cada vez mais terra para produção, começou a faltar espaço para o plantio de alimentos. Outros motivos seriam as variações climáticas (chuvas fortes são inimigas dos produtores) e a melhora da renda das famílias de classe baixa. É como se as pessoas estivessem comendo mais, o que motiva uma maior produção. “Tudo isso corrói parte do salário mínimo e não há uma saída em curto prazo. É preciso procurar meios de contornar a situação”, explica Braga. Entre os grandes vilões do período, estão: o arroz, o feijão, o óleo, a carne e o trigo, que acaba por afetar o pão. Somente no intervalo de um mês, o feijão por exemplo subiu 50,62%. Em maio, por 4,5 quilos do produto eram pagos R$ 13,40, após 30 dias, a mesma quantidade custa R$ 20,19. Uma diferença de R$ 6,79, suficiente para comprar um pacote de meio quilo de café e ainda sobrar troco. “É um absurdo os preços dos mercados. Tudo aumenta, menos o salário. Não tem dado para comer carne todos os dias não, preciso ser criativa no cardápio”, disse a dona de casa Cícera Alves Pires, do Parque do Horto. Uma das sugestões do pesquisador do Ipes para contornar o aumento de preços é substituir os produtos como o feijão pela soja ou lentilha e utilizar mais macarrão, verduras e legumes, além de alimentos mais baratos. “Pesquisar ainda é a melhor saída, depois outra solução é fazer substituições e evitar contrair dívidas, pois essa alta não passará tão cedo”, disse Hélio Braga.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários