A criação da Central Gerencial de Urgência e Emergência se deu em março de 2005 e foi a primeira medida concreta adotada pela Prefeitura de Franca para acabar com a onda de mortes na rede pública de saúde. Nos três primeiros meses daquele ano, seis pessoas morreram de maneira suspeita na cidade. Coincidência ou não, todas acionaram o serviço municipal de ambulância e, segundo familiares, demorarampara ser atendidas ou não o foram.
Na oportunidade, a Câmara instaurou uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) para apurar possíveis irregularidades nos seis casos de mortes. Durante depoimento aos vereadores, um telefonista causou espantou ao revelar o critério de atendimento que adotavam. Segundo seus relatos, o estado emocional de quem ligava para a Central de Ambulâncias da Prefeitura era fundamental para definir se o paciente que necessitava de socorro seria ou não atendido. Muitas vezes, eram os próprios motoristas que atendiam às ligações.
De acordo com os próprios depoentes, a cobertura e a divulgação dos casos feitas pelo Comércio da Franca e a Rádio Difusora tiveram um importante papel na transferência do controle da Central de Ambulâncias para o Corpo de Bombeiros. Sob o comando de policiais experientes e treinados, o serviço melhorou e o número de reclamações despencou.
Para a Prefeitura, a saída da Central do quartel não significa um retrocesso. “Não estamos voltando atrás. Ninguém está dizendo que deixará de prestar o serviço. Estamos procurando incrementar algo que deu certo e tornar mais ágil o atendimento. Para isto, há necessidade de eventuais ações administrativas”, afirma o secretário Jerônimo Sérgio Pinto.
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