Quatro escolas de Franca têm ensino de 1º mundo


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QUALIDADE - A professora Sâmia Moraes Rolim Stocco aplica prova de História na 4ª série da Escola Estadual “José dos Reis Miranda Filho”. A escola teve o segundo melhor desempenho em toda a região, de acordo com aval
QUALIDADE - A professora Sâmia Moraes Rolim Stocco aplica prova de História na 4ª série da Escola Estadual “José dos Reis Miranda Filho”. A escola teve o segundo melhor desempenho em toda a região, de acordo com aval
Em quatro escolas da rede pública de Franca, a qualidade do ensino oferecido não deixa nada a dever à de unidades de educação de países desenvolvidos. É o que mostra um levantamento feito pelo MEC (Ministério da Educação) com base no Ideb (Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico) de 2007 e divulgado nesta semana. O Ideb é uma nota de zero a dez que combina o desempenho dos alunos dos sistemas estaduais e municipais na Prova Brasil com dados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). De acordo com o MEC, quando a nota é igual ou superior a seis, a qualidade da educação é considerada a mesma de países do primeiro mundo, como Inglaterra, EUA e França. Na região, 81 escolas foram analisadas. Apenas quatro que funcionam em Franca conseguiram atingir esta nota. A de melhor desempenho foi a Escola Estadual “Caetano Petraglia”, que conseguiu média 6,3. As escolas “Coronel Francisco Martins”, “Barão da Franca” e “Professor José dos Reis Miranda Filho” também tiveram índice superior a seis pontos. Das quatro maiores cidades do nordeste paulista, Franca teve o maior número de escolas com este índice. São Carlos e Araraquara tiveram três e Ribeirão Preto, uma escola com nível de ensino igual a de um país desenvolvido. As escolas que tiveram pior colocação no ranking foram “Professora Maria Cintra Nunes Rocha”, Professor “Luiz Paride Sinelli”, Jardim Noemia e “Professor Ângelo Gosuen”, todas com média em 3,9. A secretária municipal de Educação, Leila Haddad Caleiro, considera que, de uma maneira geral, as escolas estaduais tiveram um bom desempenho e que a educação está avançando. “Isto vai refletir de maneira positiva no futuro profissional destes jovens”, disse. A reportagem tentou contato com a diretoria da escola “Caetano Petraglia”, mas não havia ninguém para comentar o assunto. METAS No levantamento, o MEC também projetou uma meta a ser alcançada por todas as instituições de ensino do País. Das 63 escolas francanas, 19 atingiram esta meta e 29 não conseguiram (veja no quadro). Não houve tópicos de comparação para outras 15 escolas, na maioria municipais, por não terem participado da Prova Brasil em 2005. “Apesar do número inferior de êxitos, Franca está num bom caminho e vai usar o resultado do Ideb para direcionar melhor seus esforços” disse a secretária Leila. Em termos gerais, Franca conseguiu média 5,2 e ficou a frente de São Carlos (4,9) e Ribeirão Preto (4,7). O resultado das escolas francanas também se destaca se comparado ao de cidades do mesmo porte como Bauru (4,6), Piracicaba, (4,6) e até mesmo da capital São Paulo (4,1). A assessoria de comunicação do MEC em Brasília disse não ter uma listagem para saber em qual posição Franca está no Estado. Como a Prova Brasil, que serve de base para o cálculo do Ideb, é bianual, o MEC faz o cálculo de metas projetadas em anos ímpares. Para 2009, Franca vai precisar melhorar seu índice de 5,2 para 5,6. Embora as escolas municipais de Franca não tenham sido avaliadas em 2005, o MEC divulgou os resultados referentes ao ano passado. A escola “Frei Lauro de Carvalho Borges” obteve a melhor média com 5,8 e na outra ponta ficou a escola municipal “Professor José Mário Faleiros”, com 4,7. A comparação dos níveis das escolas municipais e estaduais do município revela quase um empate. A média das municipais ficou em 5,1 e das estaduais, 5,0

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