Algumas ruas e avenidas de Franca receberam uma nova camada de asfalto recentemente. Como agora é uma época sem chuva, está tudo muito bem, está tudo muito bom! Os pneus deslizam suavemente (e nem sempre tão mansamente e os acidentes estão aí para confirmar) pelo leito carroçável, todo tracejado nas cores branca e amarela.
Só que a seca dura pouco. Água parada ou correndo intermitentemente não combina com asfalto. A prova disso está na Avenida Paulino Pucci, que antigamente era denominada Av. Maracanã (por causa do nome, havia o Esporte Clube Maracanã, representante por muito tempo do Jardim Francano no campeonato varzeano de futebol, com campo localizado ao lado da rotatória e cruzamento com a Rua Batatais). Lá, a água corre para valer, cruzando uma das pistas exatamente onde se encontram as ruas Igarapava e Ituverava, provocando transtornos para motoristas, motociclistas e principalmente pedestres. Quem anda a pé pelo local, literalmente toma banho, de roupa e tudo, caso não mude antes de calçada. Tirando esse problema, sobra outro muito maior, que é a corrosão diuturna do asfalto recapeado.
Fica então comprovado o ditado: água mole em pedra dura tanto bate até que fura. E fura mesmo, só de escorrer, sem nem bater. Um logradouro recapeado há pouco tempo já está transversalmente esburacado. Faltou planejamento. Bastaria uma valeta, em cada esquina da Rua Igarapava ou Ituverava, para a água não atravessar pelo leito da avenida. Assim, o precioso líquido seguiria o seu caminho na sarjeta, lugar apropriado para escoamento, pois é feito de concreto.
Fato idêntico pode ser verificado no começo da Rua Almirante Barroso (sabe quem foi ele? A história do Brasil, como vai?). Aqui não se trata de recapeamento. Mas sim de asfalto novo, com menos de um mês. Outra coisa difícil de entender. O Jardim Dermínio foi asfaltado há mais de dez anos, só que deixaram cerca de cem metros de terra nessa rua, bem no cruzamento com a Rua Francisco Marques.
Aliás, nesse trecho da Rua Francisco Marques tem início a segunda parte de duas pistas. Portanto quem vem do Jardim Palmeiras, em direção ao Centro, enfrenta uns trezentos metros de mão dupla, em via estreita. Para evitar isso, basta virar na Rua Almirante Barroso. Mas esse logradouro precisa urgentemente passar a ter mão única, para somente receber o fluxo de veículos da Francisco Marques. Em vista disso, o Serviço de Trânsito já está demorando em sinalizar o local, para evitar acidentes.
De outra parte, o desperdício de água dos moradores mostrou que não deixaram escoamento adequado no pedaço recém-asfaltado da Rua Almirante Barroso. Principalmente na confluência com a Rua Francisco Marques. Quando chover, uma “lagoa” enorme será formada no local. Enquanto é tempo, a ação fica por conta da Secretaria de Obras do município.
Antônio Araújo
Professor de redação. E-mail: tonin.palavras@uol.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.