O bombeiro francano Márcio Palenciano, 37 anos, foi contemplado com uma oportunidade única: disputar o “World FireFighters Games” (Jogos Mundiais dos Bombeiros), na Inglaterra. Ele e mais 47 paulistas, incluindo o sargento Valdeci Cunha, de Orlândia, viajarão para Liverpool, daqui a dois meses, para participar das “olimpíadas dos bombeiros”, que acontecem de 24 de agosto a 2 de setembro.
O evento, que chega à sua décima edição, é realizado de dois em dois anos, em diferentes países. Além de competições esportivas, acontecem provas técnicas, feiras e workshops. “É um encontro único entre bombeiros do mundo inteiro para trocar idéias com outras corporações”, disse o capitão Mauro Lopes dos Santos, chefe de comunicação do Corpo de Bombeiros de São Paulo.
A escolha de Márcio, entre 70 integrantes da corporação local, é um reconhecimento por sua atuação profissional. A votação aconteceu há seis meses. O francano, que vai disputar competições de vôlei, basquete e cabo-de-guerra na cidade dos Beatles, está nos últimos preparativos para a viagem, cuidando de detalhes importantes como o passaporte, já que é a primeira vez que sai do País. A viagem será dia 23 de agosto e o retorno está previsto para 5 de setembro.
Bombeiro há 15 anos, casado e com dois filhos, Márcio está ansioso. Tem inclusive estudado inglês para melhorar seu contato com os outros participantes. “A gente não costuma ter oportunidades como essa de fazer uma viagem internacional. Quero trazer idéias para aperfeiçoar o nosso atendimento. Além disso, se possível, pretendo levar conhecimento também”, disse.
Além de disputar os jogos, o francano conhecerá unidades do Corpo de Bombeiros de Londres e de Paris. “Espero trazer na bagagem o conhecimento, a amizade e a integração”.
Apesar da vida arriscada e de lembranças marcantes da profissão - como o acidente com um ônibus em Rifaina em 2002, quando morreram 20 pessoas e Márcio Palenciano estava de plantão, ele diz nunca ter pensado em desistir do que faz. “As dificuldades te dão força para continuar. Muita gente agradece. Optei por ser bombeiro porque gosto de ajudar as pessoas”.
A participação de Márcio e de mais 47 competidores paulistas nas olimpíadas dos bombeiros é financiada pela Fundação Conrado Wessel, que faz doações anuais ao Corpo de Bombeiros de São Paulo.
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