Um incêndio de grandes proporções destruiu a fábrica de calçados Mironelli, localizada no Jardim Petráglia, no início da noite de ontem. O fogo teve origem nos fundos do prédio e atingiu parte do estoque, almoxarifado e linha de produção. Devido à presença de produtos inflamáveis, as chamas se propagaram com intensidade. Uma densa fumaça preta tomou conta de todo o bairro. Bombeiros levaram cerca de uma hora e meia para controlar a situação. Quatro caminhões-pipa da Sabesp e da Prefeitura foram acionados para ajudar. Ninguém se feriu e o prejuízo financeiro ainda será calculado. A firma, que produzia amostras para lançar na Francal, tem seguro.
O fogo começou a ser notado por volta das 17h30 e teria se originado em uma caçamba do lado externo. Em poucos minutos, espalhou-se por toda a empresa. As chamas altas e a intensa fumaça atraíram um grande número de curiosos. A Polícia Militar foi obrigada a interditar parte da Avenida Dom Pedro e desviar o trânsito, que era intenso no horário. “Vi o fogo na caçamba, que logo atingiu o interior da fábrica. Acionamos os bombeiros e isolamos todo o quarteirão”, disse sargento Della Mota da Polícia Militar.
Os 30 bombeiros - inclusive os de folga - empenhados na ocorrência tiveram de usar máscaras de oxigênio e enfrentaram muitas dificuldades. Uma série de explosões ajudou o fogo a se alastrar e tornou ainda mais difícil o trabalho de contenção das chamas. A água disponível no caminhão-tanque - 50 mil litros - não bastou e o incêndio só foi completamente dominado com a chegada de veículos da Sabesp e da Prefeitura, usados para o reabastecimento. Havia a preocupação de evitar que o fogo atingisse os imóveis vizinhos, que foram evacuados.
No interior da fábrica estavam estocados parte da produção, centenas de metros de couro e galões de tinta, além de outros produtos inflamáveis. “Foi aproximadamente uma hora e meia de combate às chamas. Todo material estocado nos fundos da empresa ficou destruído”, disse o capitão Alexandre, do Corpo de Bombeiros.
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LINHA FEMININA
A Mironelli existe há 15 anos e desde 2003 passou a se dedicar à confecção de calçados femininos. Produz cerca de mil pares por dia e emprega diretamente 70 funcionários. Possui quase uma centena de prestadores de serviços espalhados pela cidade. Alguns empregados presenciaram a destruição da fábrica e lamentaram. “É muito doloroso ver tudo isso queimando. Há dois anos trabalho na empresa. Eu sinto muito por eles. Os donos não merecem isso”, disse Isabel Cristina Ferro.
A Mironelli produzia, atualmente, amostras que seriam lançadas na Francal, que começa em 1º de julho. Muitas foram destruídos no incêndio. “O fogo destruiu o depósito e algumas máquinas da produção”, disse um irmão da proprietária da empresa, que se identificou somente como Persival.
Segundo funcionários, os donos da fábrica estavam em São Paulo para receber uma premiação do setor calçadista. Eles teriam tomado conhecimento do incêndio e estariam retornando a Franca.
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