Instrutores de auto-escolas também decidem parar


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Um pequeno grupo de instrutores de auto-escolas de Franca paralisou suas atividades na manhã de ontem. Eles reivindicam melhores condições de trabalho e um aumento no valor do repasse referente às aulas dadas. Atualmente, a categoria ganha R$ 3,50 por aula de moto e R$ 4,50 por aula de carro. O pedido é para que esses valores sejam reajustados para R$ 6 e R$ 7, respectivamente. A manifestação pacífica aconteceu no estacionamento externo do Parque de Exposições “Fernando Costa”, onde normalmente acontecem as aulas de instrução de direção. A promessa é que a greve continue nos próximos dias e ganhe maior adesão. Ontem, no primeiro dia do movimento, menos da metade dos 60 instrutores da cidade concordava com a paralisação. Em seis auto-escolas consultadas pelo Comércio, apenas uma estava com os funcionários parados. Nas demais, os instrutores não aderiram à greve ou já haviam negociado diretamente com os patrões. “Conversei com os meus instrutores e acertamos o valor do salário conforme eles achavam justo, por isso não concordo com a greve e também não aceito o fato dos que estão em greve quererem impedir os outros de trabalharem”, disse Marilza Antônia Martins Ernesto, proprietária de uma auto-escola da cidade. Para Josias Lamas Neto, presidente do Sindicato dos Empregados e Instrutores de Auto-Escolas, a manifestação é válida porque muitos trabalham sem registro e não têm horário de almoço, cesta básica e convênio médico.

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