Quatro pré-candidatos saem fora da disputa


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No dia 31 de maio, o cenário da corrida eleitoral à Prefeitura de Franca se desenhava com muitos possíveis candidatos. Eram pelo menos nove que - aberta ou veladamente - pensavam no assunto. Passados 22 dias, a realidade é outra: pelo menos quatro deles já oficializaram suas desistências. Até o fim da semana, com as convenções partidárias de várias legendas, o grupo dos que permanecem no propósito de disputar as eleições pode se reduzir ainda mais. Coincidência ou não, a “debandada” teve início logo após a publicação da pesquisa de intenção de votos do jornal Comércio da Franca, em 1º de junho, que apontou o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) com ampla vantagem sobre os virtuais concorrentes e boas chances de vencer já no primeiro turno. O primeiro a “pular do barco” foi o vice-prefeito Ary Balieiro (PTB). Às vésperas da divulgação da pesquisa, ele dizia ter prestígio político para deixar a coligação com Rocha e que “não tinha medo” de enfrentar o aliado nas urnas. Mas tal posição mudou no dia seguinte à divulgação dos dados, quando constatou que, na melhor das previsões, atingiria 13,5% do eleitorado. No dia seguinte, já deu mostras de que recuaria. “A pesquisa foi contundente. Para mim muda (a disposição em concorrer), evidentemente. Qualquer concorrente sabe que a dificuldade vai ser muito grande”, disse. Dois dias depois, a aliança com o tucano estava “recosturada”. Outro bom exemplo é o empresário André Jorge (PPS). Animado, lançou sua pré-candidatura ainda em março. Dizia ser uma opção para que a política francana saísse da mesmice. Jorge queria, ainda, formar uma grande aliança em torno de si, com o PMDB assumindo a vaga de vice-prefeito com o vereador Marcelo Caleiro e vários nanicos compondo. Deu tudo errado. Com a discreta performance de Jorge na pesquisa, chegando no máximo a 0,5% das intenções de voto, todos os pretensos aliados debandaram para o lado de Sidnei Rocha e o partido, ilhado, aceitou o espaço que antes ofereceria: o cargo de vice do PT. Alberto Ágio, que coordenava a coalizão, afirma que a pesquisa refletiu na dissolução. “Quando foi editada a pesquisa, nós tivemos uma grande reunião com vários partidos e era praticamente certa a candidatura do André com o vice do PMDB (...) A pesquisa influenciou o PMDB e refletiu no PPS”, afirmou. Quem também “matou no ninho” a idéia de disputar a Prefeitura foi o deputado estadual Gilson de Souza (DEM). Popular, sempre é lembrado em períodos pré-eleitorais. Desta vez, seu plano seria lançar seu filho, Gilsinho, para a disputa. Mas, também após a divulgação da pesquisa, descartou a idéia e decidiu compor com Rocha. “Eu já tinha como objetivo continuar como deputado. A população me quer na Assembléia. Além disso, a margem do Sidnei é muito forte e o DEM preferiu se coligar a ele”, disse. EFEITO INVERSO Se o resultado da pesquisa Comércio/Datalink desanimou alguns pré-candidatos, houve também quem se empolgasse com os índices obtidos. É o caso do PSB. Para boa parte dos membros, os 20,5% alcançados no melhor cenário do presidente da Câmara Municipal, Joaquim Ribeiro, credenciam a legenda à disputa pela Prefeitura. “Temos bons nomes e podemos entrar na briga sim”, disse o presidente do diretório municipal, deputado federal Marco Ubiali. Para reforçar ainda mais a posição de Ubiali, houve a negativa do prefeito Sidnei Rocha em negociar cargos ou colocações em um eventual próximo governo para compor alianças. O deputado teria planos para a criação de uma nova secretaria municipal, de Ciências e Tecnologia, que ficaria sob o comando do PSB. O tucano teria negado.

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