Quando o assunto é vítima de roubo, o comerciante Gelson Jorge, 39, pode dizer que é um especialista. Em oito anos, sua lotérica, localizada na Avenida Champagnat, foi roubada 11 vezes. “É muito difícil trabalhar deste jeito. Não temos sossego. A gente mesmo tem que fazer a nossa segurança e tomar os cuidados necessários”.
Cansado de tantos ataques, Gelson resolveu apostar na prevenção. Investiu R$ 5 mil num moderno circuito fechado de câmeras que é monitorado 24 horas por dia por uma empresa de segurança particular. O serviço custa R$ 400 por mês e disponibiliza fotos do interior da agência minuto a minuto no celular do comerciante. Onde quer que esteja, ele recebe as imagens atualizadas.
Também contrata vigilantes em dias de movimento. Outra medida foi implantar um cofre e entregar o serviço de transporte de valores para empresa especializada. “O carro forte fica com a chave e tira todo o numerário da lotérica de duas a três vezes por dia. Não temos acesso ao cofre. A gente apanha muito até eles acreditarem que não temos a chave”. O investimento parece estar dando resultado: neste ano, a empresa ainda não foi roubada.
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