Merenda escolar oferece novo cardápio


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Polenta com carne moída, sopa de feijão com legumes, carne e macarrão, arroz-doce e canjica. A semana foi marcada por novidades no cardápio da merenda escolar servida em 167 instituições da cidade. Como em 2007, a Divisão de Alimentação Escolar da Prefeitura fornecerá dois cardápios ao longo do ano, de acordo com a estação: um de inverno e outro de verão. Os pratos da temporada de clima frio começaram a ser servidos na segunda-feira, 16, e estarão nos refeitórios escolares até agosto. Por dia, são distribuídas 58.350 refeições em Franca. A nutricionista Cláudia Coneglian, 29, responsável pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar, disse que o objetivo da divisão é proporcionar variedade no cardápio e incentivar o consumo. “No inverno, ofereceremos uma refeição quente, que, além da boa nutrição, aquece, e a de verão é uma preparação menos pastosa, com frutas e legumes. A mudança dos pratos gera expectativa entre os estudantes”, disse. As novidades deste ano são a carne com batata e carne moída com arroz e a sopa de feijão, com carne, macarrão, chuchu e cenoura; além do arroz-doce, maçã e canjica, que será servida nas próximas semanas, quando a licitação estiver concluída. “Além da banana, passamos a oferecer mais um tipo de fruta: maçãs. No verão, as crianças também consomem sucos variados”, disse Cláudia. Maria Éster Aguiar, 42, coordenadora da Escola Municipal “Professor Paulo Freire”, no Jardim Aviação, aprova a divisão de cardápios. Só nesta unidade, a merenda alimenta 800 crianças da educação infantil à 4ª série. “Os alunos aceitam muito bem as refeições. No inverno, é muito frio e a alimentação tem de ser correspondente ao clima. Percebemos que eles sentem mais fome, por isso a comida tem de ser mais reforçada”. MUITO MAIS A comida na escola deveria ser um complemento, mas em alguns casos é a única refeição feita pelos alunos. “A alimentação é muito importante para todos os seres humanos, mas para as crianças principalmente porque estão em fase de desenvolvimento”, disse a nutricionista Cláudia Coneglian. Oscar Pereira, 9, é aluno da 2ª série na unidade, come merenda todos os dias. A alimentação é basicamente a única que ele tem. “Os alimentos na minha casa não são muito bons não. Comemos arroz e feijão. Não tem café da manhã”, disse, enquanto rapava o segundo prato ontem. Na escola, comeu arroz, batata e carne. Ele sempre repete. Oscar mora numa casa simples do Jardim Aviação com os pais mais seis irmãos e, como muitas crianças, tem na merenda a única forma de se alimentar bem. A pedagoga da Escola “Paulo Freire”, Evânia Heto, disse que a situação de Oscar não é isolada, pois muitas crianças chegam sem café da manhã e até sem almoçar. “Aqui, nessa escola, a merenda é imprescindível. Para algumas, a melhor alimentação que têm é a da merenda, com carne, frutas e suco”. QUANTO CUSTA Para servir a merenda, a Prefeitura conta com 156 merendeiras e firma parcerias com os governos estadual e federal para o fornecimento. Nem sempre o repasse é suficiente para cobrir os gastos. Cada refeição servida custa em média R$ 0,39. A União repassa R$ 0,22 por refeição e o Estado R$ 0,15 para alunos de 5ª a 8ª séries e R$ 0,36 para estudantes de escola integral, que recebem três refeições por dia. “A Prefeitura arca com a contrapartida. Mas vendo a importância da merenda, percebo que temos de caprichar cada vez mais”, disse Thaís Machado, diretora da Divisão de Alimentação Escolar da Prefeitura.

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