Todos os cristãos que se reunirem para a celebração eucarística deste domingo escutarão leituras da Palavra de Deus extraídas de Jeremias 20; Romanos 5 e Mateus 10. Celebramos a missão apostólica a Igreja em meio às muitas provações.
Ao longo dos séculos, Jesus Cristo, os apóstolos e inúmeros mártires foram perseguidos e doaram sua vida pela causa do testemunho e anúncio do Evangelho. A missão primeira e fundamental que possuímos é dar testemunho com nossa vida. Tornamo-nos testemunhas quando, por nossas ações, palavras e modo de ser, é o Outro que aparece e comunica.
O martírio faz parte da missão. É impossível ser autêntico discípulo e missionário da Boa-nova do Reino sem passar pelo fogo de alguma perseguição ou provação.
O que dá sentido a tudo isso é a graça-presença do Espírito de Deus que cuida de todos na hora da provação.
Na primeira leitura encontramos a seguinte situação: o profeta Jeremias está passando por um período muito triste da história do seu povo. A Babilônia está ocupando quase todo o território de Israel; os chefes do povo estão completamente desnorteados e os guias religiosos não percebem o perigo e abençoam as decisões políticas.
Em meio a esse drama eis que ressoa a voz de Jeremias; é um homem tímido, muito sensível, que prefere a vida tranqüila, temeroso de conflitos e polêmicas. O seu sonho é viver sossegado com a sua família, mas um dia Deus o chama para uma missão difícil e arriscada. Ele deve denunciar, mostrar os erros que estão cometendo, proclamando a chegada da ruína sobre todos.
Ele sofre: é preso, espancado e colocado numa cisterna com lama no fundo. Querem armar um processo-farsa para condená-lo, pensam até em linchamento.
Ele ficou sozinho. Sente-se repudiado pelo seu povo, abandonado pela sua família. Todo o seu drama começou quando decidiu anunciar fielmente a palavra de Deus.
Jeremias, mesmo sofrendo, acaba por tomar consciência que Deus o acompanha sempre. Proclama então a sua confiança e esperança: “O Senhor está ao meu lado como um lutador destemido”. Ele está certo que um dia Deus irá intervir, fará resplandecer a Verdade e fará triunfar quem defendeu a causa justa.
No evangelho, Mateus tem diante de si uma comunidade provada pela perseguição e pelo sofrimento por causa da sua fidelidade à Boa-Nova de Jesus e à missão que dele recebera.
Por três vezes Jesus afirma: “Não tenham medo”.
O missionário precisa ter coragem e não temer as conseqüências de seu testemunho e de sua palavra profética. O que amedronta é a violência das hostilidades, perseguições, difamações, condenações e mortes que podem advir. Às vezes é mais fácil buscar uma prática de caráter mais intimista e menos comprometida.
Jesus insiste que seus discípulos não devem desistir, pois as práticas da justiça do Reino devem ser levadas às últimas conseqüências. Desistir significaria fortalecer os que se opõem ao novo, às mudanças que ele quer.
As recomendações do Mestre aos apóstolos são dirigidas aos cristãos de todos os tempos.
Os opositores do Reino de Deus podem intervir na vida presente, mas só Deus tem poder de decisão sobre a vida futura. Nada lhe passa despercebido na vida terrena, nem mesmo a queda de um cabelo.
Quem optar por seguir fielmente o Mestre está nas mãos de Deus. A audácia e a coragem são características do seguidor de Jesus.
O Mestre garante que, apesar das dificuldades e provocações dos inimigos, a Boa-nova é indomável, se difundirá, transformando a sociedade.
Na segunda leitura o apóstolo Paulo revela que a missão deve suscitar uma opção de vida. Ele ressalta as conseqüências do pecado do primeiro homem e a salvação operada por Jesus.
A conseqüência do pecado de Adão foi a morte. Mas a graça obtida pela obediência de Cristo é sem medida superior aos prejuízos causados pelos nossos pecados. A obediência de Jesus nos tornou participantes da vida de Deus, isto é, somos salvos e não condenados.
DIA DE SÃO JOÃO BATISTA
João Batista é o único santo, além da Mãe de Jesus, que tem o privilégio de ser celebrado o dia do seu nascimento para o céu e o seu nascimento para este mundo. Ele foi o maior entre os profetas, porque apontou o Cordeiro de Deus (Jesus) que tira o pecado do mundo.
A fogueira de São João, segundo alguns, teve sua origem na noite do nascimento do santo quando sua mãe, Santa Isabel, teria mandado acender para anunciar o nascimento do filho. Outros dizem que o costume foi introduzido pelos primeiros cristãos, que acendiam fogueiras na festa de São João.
O NONO CADERNO
No último domingo, a Sra. Sônia Machiavelli, em Nossas Letras, relatou sobre trabalho do Sr. Bruno Bettarello, que reuniu mensagens, pensamentos, fotos, etc., publicadas nos últimos seis meses, de modo especial, neste matutino.
A cronista deixa claro que tem valor a “sensibilidade” de alguém que sabe colher de tudo que vê ou lê, lições para a vida. Sr. Bruno: o seu trabalho revela que no turbilhão da violência em que vivemos, há pessoas, situações e pensamentos que nos trazem a paz. Do alto da sua experiência de vida, o Sr. pode e deve escrever o décimo caderno... Parabéns!
HALLEL PARÓQUIA
Está chegando. Acontece no próximo domingo, 29 de junho, das 8 às 18 horas, na quadra de esportes da Unifran o 1º Hallel-Paróquia. Está programado “um dia de oração” crianças, jovens e adultos. Participe com sua família. Venha rezar, louvar o Senhor. A entrada é franca.
José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br
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