Prefeitura ignora drama da família


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Se depender do poder público - em especial da Secretaria de Ação Social - as crianças da família Stalin vão continuar vivendo com dificuldades. A diretora da rede de assistência social, Dalva Deodato, acredita que a situação não é tão dramática como imprensa, vizinhos e entidades assistenciais crêem. “É uma família que usava de diferentes alternativas para chamar atenção da imprensa mostrando sempre sua miséria, fazendo pose de que estavam morrendo. Vocês (repórteres) saíam e a situação era outra. A gente sabe que aquela família se fazia de vítima e as crianças eram orientadas a fazer pose. Isso nos incomoda um pouco (...)”, disse ela, que nunca esteve na casa dos Stalin. “Ela (a avó) se negava a participar do processo de mudança (...)”. Além da aparente insensibilidade, Dalva afirmou claramente que a Prefeitura não tem como “assumir” as crianças. “Faremos tudo o que for de competência do município. Assumir 100% do custo de uma criança ou qualquer pessoa não é possível”. Dalva disse ainda que, se quiser entrar em programas assistenciais, a família terá de repetir o processo de análise e triagem. “A família precisa apresentar documentos necessários para solicitar benefícios e não os apresentou ainda”. Até maio, os Stalin recebiam R$ 99,18 de Renda Mínima, mas o pagamento foi cortado porque venceu o prazo de dois anos de recebimento. “Não temos como alterar o prazo em razão da necessidade pessoal de cada um. Existem outros casos como esse”. O Conselho Tutelar foi informado sobre a situação dos Stalin e visitou a família ontem. O caso será acompanhado pelos conselheiros. “Realmente a situação está séria porque a avó era cuidadora delas. Mas estive lá e conversei com a tia que demonstrou interesse em assumir a guarda dos meninos. Achei que as crianças estavam bem apegadas a ela”, disse a conselheira tutelar Ely Vitoriano. Ela ainda questionou a tia sobre a sujeira da casa e das crianças. “A mãe dela morreu nesta semana e ela disse que ainda está organizando as coisas”.

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