A quarta edição do Feirão de Imóveis da Caixa, cujo início é hoje, acontece em meio à explosão imobiliária de Franca, evidenciada com o surgimento de novos bairros e a construção de edifícios - muitos deles ainda estão na planta. Isso se deve a uma facilidade maior de crédito e a descoberta de um mercado consumidor disposto a fazer qualquer esforço para fugir do aluguel. Atualmente, pode-se tornar em realidade o sonho de ter o próprio teto pagando prestações que cabem no bolso da família, embora o tempo para pagamento também seja maior.
O gerente regional da Caixa, Aguinaldo Peixoto Diniz, ratifica o bom momento vivido por construtoras, incorporadoras e imobiliárias. “Franca é uma das cidades que mais teve crescimento na compra de casas por financiamento na região, incluindo Ribeirão Preto e Araraquara”, disse.
Aguinaldo, no entanto, pondera que este crescimento poderia ser maior. “É que mesmo nas classes mais altas, o rendimento tem sido achatado nos últimos anos”, declarou. Para o gerente, apesar do achatamento dos salários, dois fatores podem explicar a explosão de vendas no setor. Um deles, óbvio: a facilidade de crédito. O outro é a identificação de uma demanda reprimida, que se depara com ofertas não só de terrenos, mas de supermercados, magazines e outras lojas.
“Antigamente, quando a oferta de bens e serviços era pequena, muita gente que tinha um potencial de consumo maior gastava em Ribeirão Preto. Agora, pode gastar aqui, quer fixar residência em Franca e, para isso, pensar em comprar um imóvel”.
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