Venda de caminhões cresce mais de 40% e reafirma aquecimento econômico da cidade


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COMEMORANDO - José Cadorim esperava vender 50 caminhões até maio. Já chegou a 80: “Estamos felizes”
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Marcado principalmente pelo incremento na produção de calçados, pela chegada de dois grandes hipermercados (Carrefour e Wal-Mart), pela inauguração de, pelo menos, duas lojas de carros importados (Mitsubishi e Honda), pela construção de mais de uma dezena de novos empreendimentos imobiliários e pela expansão no setor de telefonia mais recentemente com a entrada da Vivo no mercado, o “boom” econômico vivido por Franca desde 2004 parece ainda estar longe do fim, contrariando o que diziam muitos pessimistas. Um dado curioso levantado pelo Comércio mostra que o aquecimento dos negócios chega agora ao setor de transporte de cargas, um dos principais termômetros da economia. A venda de caminhões para transporte de mercadorias aumentou, na média, 42%desde o começo do ano na cidade. O reflexo deste aumento é que, para retirar alguns modelos comprados agora, é preciso esperar até 120 dias. Para o economista Hélio Braga Filho, diretor do Ipes (Instituto de Pesquisas do Uni-Facef), o aumento na venda de caminhões é resultado direto deste aquecimento econômico. “As empresas só compram caminhões quando os que possuem não dão mais conta de transportar a produção. Se o volume de carga tem aumentado, isso quer dizer que a demanda também cresceu. Toda a economia tem apresentado um ritmo de desenvolvimento bom e não só a produção industrial. Essa movimentação é prova disso”, explica. Os números do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) confirmam o crescimento da frota de caminhões. De janeiro a março deste ano, último mês com dados disponíveis, foram licenciados 34 caminhões na cidade. O número é 41% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram licenciados 24 caminhões. “Isso é um indicativo muito bom de que a economia vai bem”, disse o economista. Um dos empresários que contribuíram para esse aumento é Telmo Deon, franqueado da empresa de transporte TNT/Mercúrio. A franquia até meados de 2007 possuía 13 veículos. Hoje são 18, dos quais dois caminhões de grande porte foram comprados no ano passado e três neste ano. “Nossos pedidos de frete cresceram entre 12% a 13%, o que nos obrigou a ter mais veículos para atender essa demanda. O mercado está aquecido de uma forma geral a ponto de termos dificuldade de adquirir veículos novos”, disse, se referindo à espera para a entrega de novos caminhões que, em alguns casos, chega a ser de 120 dias. O gerente de uma das duas lojas que comercializam caminhões na cidade, José Donizete Cadorim, da Ribeirão Diesel, também diz que a procura aumentou de forma considerável em 2008. “O que nós temos de aquecimento é algo em torno de 55%. Tínhamos planejado vender 60 unidades até maio. Hoje, já temos mais de 80 vendas, faltando apenas entregar.” E não são só os grandes caminhões que estão bem em termos de vendas. Wilian Fernandes de Almeida, gerente administrativo da transportadora Rodonaves, diz que a empresa comprou um caminhão de pequeno porte para transporte de mercadorias dentro da própria cidade. “Nossa movimentação aumentou em torno de 20% a 25%. Isso trouxe a necessidade de adquirir um novo veículo. Foi necessário comprar um veículo menor, que pode entrar na região do Centro da cidade em qualquer horário”.

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