Clubes se reuniram ontem, em São Paulo, para discutir uma unificação do Nacional masculino de basquete. O encontro teve a participação, ao vivo ou por procuração, dos oito times que jogaram a Supercopa e de 11 das 12 equipes que estiveram no Nacional da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). O único time ausente foi o de Salvador. "A reunião decidiu pela criação de uma liga que será gerenciada pelos clubes", diz Arnaldo Szpiro, diretor do Flamengo.
A idéia é que os times negociem contratos de TV e patrocínios, hoje atribuição da CBB, entidade que comanda o esporte no País, cuida das seleções da modalidade, gerencia o campeonato Nacional e indica os clubes aos principais torneios do continente.
Procurada, a confederação respondeu que aguarda receber a proposta oficial dos clubes do País. Essa é a terceira tentativa dos times de terem liga independente. Em 2005, foi criada a Nossa Liga, minada pela deserção das principais equipes. Neste ano, surgiu a Associação de Clubes do Basquete Brasileiro, que organizou a Supercopa. "Agora criamos o Clube dos 13 do basquete", diz Jorge Bastos, diretor de basquete do Brasília.
A decisão é uma vitória dos times de São Paulo, cuja maioria preferiu não disputar o último Campeonato Nacional. Capitaneados pelo Unimed/Franca, oito clubes do Estado decidiram fundar e disputar a Supercopa. O campeonato inovou em sua formulação -foi instituído o sistema double game ou dois jogos simultâneos - e contou com o respaldo da FPB (Federação Paulista de Basquete). Dois canais transmitiram os jogos do torneio, vencido pelo Unimed/Franca após final contra Assis.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.