Trauma de telemarketing


| Tempo de leitura: 5 min
Cheguei a um ponto de saturação, de completa falta de paciência com os serviços de telemarketing. Sofremos todos com essas práticas abusivas: oferecem mil e uma vantagens e ficam insistindo por meses, torrando a paciência pelo telefone. Ligam para oferecer de caixão a cartões de crédito sem anuidade, seguro de carro, dinheiro emprestado para começar a pagar só no final do ano, assinatura de jornal do Pólo Norte e assim vai. Existem ainda casos de operadores que, de tão desesperados para atingir suas metas, solicitam dados cadastrais por telefone, para depois enviar cartões de crédito sem autorização. Algum tempo depois, a “vítima” recebe o cartão, junto com a cobrança da taxa. Esse tipo de venda, ao contrário do esperado, afeta a credibilidade e prejudica a imagem das empresas. Sempre que vejo aquelas propagandas de cursos de formação de operadores de telemarketing, com a legenda “a profissão que mais cresce no mercado”, penso em como aquilo deveria ser proibido por lei. Estão formando centenas de malas-sem-alça iludidos. É gente que não quer saber se você está ocupadíssimo ou dormindo, indisposto ou fazendo amor, de lua virada ou esperando uma ligação importante. “É o senhor Brederodes Aguiar da Silva Pereira?” Quando alguém procura você pelo nome completo ao telefone, pode apostar sem erro: tem operador de telemarketing do outro lado da linha. Semana passada uma dessas operadoras ligou em casa. Como eu não estava, deixou recado pedindo para eu retornar a ligação para tratar de assuntos de meu interesse e... Urgente! Quando se recebe um recado desse a gente já começa a suar frio. Será que estou devendo para alguém? Será que é do banco? Será que é problema? Sim, todo pobre tem essas neuroses, mesmo quando está limpo! Temos o hábito de sempre achar que estamos devendo. Eta costume danado! Bom, vi o número e liguei. Pra quê? Do outro lado da linha aquela voz melodiosa: “o senhor foi contemplado com um cartão adicional da “Credmania” para presentear alguém da sua família ou amigo”. Por que será que a tecnologia ainda não inventou uma forma de esganar alguém pelo telefone? Gente, eu não dou conta nem de pagar minhas contas e eles ainda querem que eu dê um cartão de presente? E desde quando oferecer um cartão de crédito para alguém é presente? Além dessas financeiras, tem ainda os bancos. Oferecem mil e uma vantagens e ficam insistindo por meses, querendo lhe empurrar o bendito cartão de crédito, a pior coisa que os americanos inventaram depois do McDonalds... E pedem, sem constrangimento, nosso CPF, RG, residência, telefone, celular... Ora, ora... Parece que do outro lado da linha está a pessoa mais confiável do mundo. Mas agora aprendi que o melhor é fazer o mesmo jogo. Pedir todos os dados deles, por telefone. Então vem aquela velha resposta: “não estamos autorizados a fornecer dados da firma”. E por que eu haveria de dar os meus? - pergunto. E o papo acaba em dois segundos. Se for pensar bem, coitadas das operadoras de telemarketing, elas não têm culpa de ter um emprego chato desses, de ficar atormentando os outros. Mas eu também não tenho culpa de perder a paciência. Então, estamos quites. MUDANÇA DE SEXO O Ministério da Saúde pretende autorizar o SUS a pagar a cirurgia de mudança de sexo. Ora, como é que o SUS (sistema unificado do sofrimento) terá capacidade de agregar mais um tipo de cirurgia, se não dispõe de leitos para operações mais importantes? Não é querer discriminar, mas certamente outra fila irá se formar, de vez que a insatisfação e a perda da identidade sexual estão em plena ascensão, com muitas pessoas “saindo do armário” e procurando assumir as suas verdadeiras tendências. Quem quiser mudar de sexo que economize, junte dinheiro e vá se submeter a esse tipo de cirurgia em países ricos. No Brasil sequer temos meios para a população ser medicada como gente, imaginem atender a quem não está satisfeito com o próprio sexo. NEGATIVO Acreditem. Aconteceu no centro de Franca. A professora Silvana G. M. estacionou seu carro em área azul, na Rua Major Claudiano, na última quinta-feira, próximo à catedral. O guarda mirim de matrícula 5027 a ajudou, colocando de forma visível, no painel de seu carro, um cartão marcando a hora de estacionamento. Silvana permaneceu 15 minutos na igreja, e, quando voltou, para sua surpresa, o guarda municipal, de matrícula 1782, estava acabando de lavrar uma multa. Mesmo mostrando ao guarda o cartão da área azul no painel do carro, que ainda lhe dava o direito de permanecer mais 45 minutos no local, nada adiantou. Alegando ordem superior, que não lhe permitia rasurar o talonário, o guarda entregou a multa à professora e sentenciou: “recorra”! E deu-lhe as costas. Solução cômoda essa encontrada pelo guarda municipal, não? “Tasca” uma multa absurda e a pobre professora que se vire. E ainda pensam em armar guardas municipais. Eu, hein! POSITIVO Participei - sexta-feira da semana passada - do programa Rádio Cidade, apresentado pelo amigo Everton Lima, diretor artístico da emissora e um dos mais brilhantes comunicadores de Franca. Uma conversa descontraída na última meia hora do programa, em que lembramos os bons tempos da Rádio Difusora nos anos 60. Confesso que me emocionei com tantas recordações. E como repercutiu! A Difusora, líder de audiência em Franca e região completou 46 anos de atividades na semana passada, com muitas festividades. MARKETING Cidadão francano comprou uma geladeira nova e pra se livrar da velha, colocou-a em frente de sua casa com o aviso: “De graça. Se quiser, pode levar”. A geladeira ficou três dias, sem receber um olhar dos passantes. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom demais pra ser verdade, então mudou o aviso: “Geladeira à venda por R$ 50,00”. No dia seguinte, ela tinha sido roubada! Edward de Souza Jornalista e radialista - edward@comerciodafranca.com.br

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários