Números de professores em greve na cidade divergem


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Os números oficiais sobre a greve dos professores da rede estadual em Franca são divergentes. Para a Apeoesp (Associação dos Professores de São Paulo), a adesão chega a 60% dos 2,5 mil profissionais (em torno de 1
Os números oficiais sobre a greve dos professores da rede estadual em Franca são divergentes. Para a Apeoesp (Associação dos Professores de São Paulo), a adesão chega a 60% dos 2,5 mil profissionais (em torno de 1
Os números oficiais sobre a greve dos professores da rede estadual em Franca são divergentes. Para a Apeoesp (Associação dos Professores de São Paulo), a adesão chega a 60% dos 2,5 mil profissionais (em torno de 1,4 mil). A Secretaria de Estado da Educação acena com um percentual muito inferior, de apenas 2%. A reportagem do Comércio foi a oito escolas para sentir a real situação. Averiguou que prevalece o meio-termo: em todas havia movimentação de alunos e professores, embora abaixo do registrado em dias normais de aula. Ou seja, torna-se difícil afirmar categoricamente que lado está mais próximo da realidade. Segundo o diretor estadual da Apeoesp, José Luiz Gonzaga, a adesão de docentes à paralisação pulou de 14 para 24 escolas entre terça-feira e ontem. “Temos 60% conosco e acredito que amanhã (hoje), a paralisação será na totalidade”, disse. Das 53 escolas francanas, além das 24 citadas pelo diretor, 12 estariam funcionando parcialmente e 17 sem alterações. A assessoria de comunicação da Secretaria de Educação informou que a adesão em Franca continuava em 2%, algo em torno de 120 profissionais, mas não especificou como estava o funcionamento das escolas. A Diretoria Regional de Ensino não se manifestou. A falta de consenso tem confundido os alunos e aberto espaço para problemas inusitados. Em um site de relacionamentos, estudantes de diferentes escolas combinavam, ontem, faltar em massa às aulas, já que os dados da Apeoesp e do Estado não batem. MEIO-TERMO A reportagem visitou ontem à tarde oito escolas nas quatro zonas periféricas e na área central da cidade. Em todas elas, havia funcionamento parcial. Igualmente em todas, os funcionários e diretores se recusaram a dar detalhes. Disseram que apenas a Delegacia de Ensino poderia dar alguma informação. Uma funcionária da “Barão de Franca”, que pediu para não ser identificada, revelou que 11 dos 16 professores da manhã e 14 dos 16 do período da tarde não trabalharam ontem, deixando 690 dos mil alunos sem aulas. Na “Sudário Ferreira” e “Suely Machado” da Silva, o movimento foi 50% menor que o normal. A reivindicação proposta pelos professores trata da perda de reposição salarial e das novas regras do magistério, que impedem transferências entre cidades em períodos inferiores a três anos após a efetivação no cargo.

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